Governo venezuelano diz que opositor será preso se voltar ao país

A procuradora-geral da República venezuelana, Luisa Ortega, afirmou ontem que se Manuel Rosales, opositor do governo venezuelano e autoexilado no Peru desde 2009, cumprir sua promessa de voltar ao país, será preso imediatamente. O Ministério Público da Venezuela está subordinado ao Poder Cidadão da República e sua titular foi escolhida pela Assembleia Nacional, de maioria chavista.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2015 | 02h03

Na quinta-feira, Rosales prometeu voltar à Venezuela para "lutar ao lado do povo" às vésperas da eleição parlamentar marcada para dezembro. O ex-governador do Estado de Zulia foi para o Peru após ser acusado formalmente de corrupção enquanto ocupava o cargo.

Ex-candidato à presidência - foi derrotado por Hugo Chávez em 2006 - ele governou Zulia de 2000 a 2008. Antes disso, foi prefeito de Maracaibo (1996-1999). Ele se defende das acusações de corrupção afirmando que foi "perseguido" por "grupos econômicos enriquecidos de maneira ilícita e por setores políticos" que foram impedidos por ele de fazer "seus negócios e truques em Zulia".

Em entrevista ao canal de TV fechada Televén, a procuradora-geral afirmou que o opositor será preso imediatamente se voltar à Venezuela, mas que "terá garantidos seus direitos".

"Ele é venezuelano, esse é seu país e seus direitos serão respeitados. Se é verdade que voltará, me parece muito bom que venha e que encare a Justiça."

Rosales afirmou que vai voltar ao país para tentar ajudar a impulsionar a vitória da oposição nas eleições e levará consigo provas de sua inocência.

"Nos encontraremos no aeroporto de La Chinita na próxima quinta. Pisarei em solo venezuelana contra ventos e marés, contra as ameaças, contra tudo, porque a luta é pelo povo", disse Rosales, falando de localização não identificada - alguns meios de comunicação afirmam que ele está no Panamá

O partido de Rosales, Un Nuevo Tiempo, propôs sua candidatura nas eleições de dezembro, quando a oposição espera retirar do chavismo a maioria na Assembleia Nacional, mas a Justiça o declarou inelegível. / EFE

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