Miguel Gutiérrez / EFE
Miguel Gutiérrez / EFE

Governo venezuelano sancionará empresas que aderirem à greve

Coalizão opositora MUD convocou uma greve durante os seus protestos para exigir a saída do poder do presidente Maduro e rechaçar a Assembleia Constituinte impulsionada pelo presidente

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2017 | 19h56

CARACAS - As empresas da Venezuela que decidirem se unir à greve cívica convocada para quinta-feira, 20, pela oposição serão sancionadas, advertiu nesta quarta-feira o ministro do Trabalho, Néstor Ovalles.

"Há sanções estabelecidas no ordenamento jurídico. Um fechamento que não esteja ajustado ao procedimento da lei acarreta sanções", declarou Ovalles, por telefone, à emissora estatal VTV.

O funcionário assegurou que seu gabinete não deseja estabelecer sanções ou multas a empresas, mas assegurou que "no momento em que tivermos de aplicá-las, com rigor, energia e caráter, faremos".

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) convocou uma greve durante os seus protestos para exigir a saída do poder do presidente Nicolás Maduro e rechaçar a Assembleia Constituinte impulsionada pelo presidente, cujos delegados serão eleitos em 30 de julho.

Ovalles anunciou que comissões de "inspetores móveis" - integradas por procuradores do Seguro Social e supervisores do Ministério do Trabalho - percorrerão as empresas na quinta-feira em diferentes zonas do país.

"Não duvido em qualificar como irresponsáveis essas formas de greve que não respondam a nenhuma norma trabalhista. Não nos resta outra coisa a não ser falar com os trabalhadores e os empresários que amanhã é um dia de absoluta normalidade, no qual as empresas devem abrir", acrescentou o ministro.

A convocação opositora à greve tem sido apoiada pelas principais organizações patronais e sindicais da Venezuela. / AFP 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.