Governos árabes celebram prisão de Saddam; povo se divide

Os países árabes reagiram de modo variado à captura do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. Os governos do Golfo Pérsico demonstraram alívio, mas para muitos árabes a rendição de Saddam marcou a humilhação do homem que viam como um defensor dos direitos dos árabes e palestinos e a reencarnação de Saladino, guerreiro muçulmano do século 12.As imagens de Saddam sendo submetido a exames médicos pelos EUA eram vistas com descrença, desgosto e revolta. Apesar de muitos terem previsto sua prisão, não imaginavam que seria dessa forma - capturado como um rato em um buraco.O Conselho de Cooperação do Golfo, que agrupa Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Omã, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, declarou que a "captura de Saddam é uma conquista, um passo no caminho do restabelecimento da estabilidade e a união nacional no Iraque".O homem comum da Palestina recebeu com pesar a captura de seu histórico paladino. Já o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, preferiu não fazer comentários para não repetir os erros de 1991 - quando a Organização para a Libertação da Palestina colocou-se ao lado do Iraque e contra os EUA - e para não ferir o sentimento do povo, que via Saddam como um herói.

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