Governos da América do Sul saúdam EUA pela morte de Bin Laden

Vice-presidente da Venezuela, no entanto, condena comemorações pela morte do líder da Al-Qaeda

Ariel Palacios, de Buenos Aires, Estadão.com.br

02 de maio de 2011 | 12h06

BUENOS AIRES - O presidente do Senado argentino, José Pampuro, um dos homens de confiança da presidente Cristina Kirchner, afirmou nesta segunda-feira, 2, que a morte de Osama Bin Laden é um fato "severamente positivo para a segurança mundial". Segundo Pampuro, que também foi ministro da Defesa no governo do ex-presidente Eduardo Duhalde (2002-2003), "ninguém deseja a morte de outro ser humano. Mas, este (Bin Laden) era um homem que abalou o mundo com algo muito sangrento".

 

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A capital argentina, Buenos Aires, sofreu os dois maiores atentados realizados na história da América Latina por grupos fundamentalistas islâmicos, supostamente o Hezbollah, com eventual financiamento e respaldo do governo do Irã.

 

Em 1992, um ataque matou 29, feriu 242 e destruiu a Embaixada israelense em pleno centro portenho. Dois anos mais tarde, em 1994, o atentado contra a associação beneficente judaica Amia deixou 85 mortos e centenas de feridos.

 

'Morte necessária'

 

O ministro da Fazenda do Paraguai, Dionísio Borda, declarou ontem que "morte alguma deve ser celebrada". No entanto, destacou que "a morte do terrorista Osama Bin Laden era um passo necessário para a segurança no mundo", já que o bilionário saudita "foi uma peça que semeou o terror no mundo".

 

Em Santiago, o chanceler chileno Alfredo Moreno sustentou que a morte do líder da Al-Qaeda é "um importante golpe contra o terrorismo". Segundo ele, "uma pessoa pode fugir da Justiça durante muitos anos. Mas, não importa quantos meios tenha, ou quanto ele se movimente de um lugar para outro". O ministro disse que, "no fim das contas", a pessoa é encontrada. "E, neste caso, morta".

 

Em Lima, o ministro peruano de Relações Exteriores, José García Belaúnde, afirmou que o governo do presidente Alan García expressou "satisfação" em relação à operação militar que "desmantelou a cabeça da organização terrorista" Al Qaeda. Segundo ele, "o mundo poderá ter um horizonte de segurança". No entanto, destacou que o terrorismo segue sendo uma "ameaça" às democracias.

 

Contramão

 

Na contramão das celebrações nas principais capitais da América do Sul, o vice-presidente venezuelano, Elias Jaua, condenou em Caracas os festejos ocorrido após o anúncio da morte de Bin Laden.

 

"Não deixa de me surpreender como o crime e um assassinato tornaram-se algo natural, além da forma como essas coisas são celebradas".

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