Governos e empresas retiram estrangeiros do Egito

Governos, companhias aéreas e operadoras de turismo agiram em conjunto na segunda-feira para retirar estrangeiros do Egito, onde os manifestantes intensificaram sua campanha para derrubar o presidente Hosni Mubarak.

REUTERS

31 de janeiro de 2011 | 16h30

O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que mais de 220 cidadãos seus foram retirados até o momento do Egito, e mais de 2.400 pediram ajuda para deixar o país africano.

O departamento informou que espera retirar do Egito na segunda-feira 900 norte-americanos com voos partido para Atenas, Chipre e Istambul. Cerca de 52 mil norte-americanos estão registrados na embaixada dos Estados Unidos no Cairo.

Companhias aéreas europeias, incluindo Lufthansa, Austrian Airlines e Air Berlin, afirmaram que estão enviando aeronaves maiores do que o habitual para o Egito a fim de dar conta da demanda e acertaram voos adicionais com ministérios estrangeiros.

A Air Partner, que trabalha com voos fretados, disse que estava trabalhando sem parar a fim de ajudar empresas de todos os tipos, entre petrolíferas, supermercados e grupos de telecomunicações, a retirar seus funcionários do país.

"Até o fim do horário comercial hoje, teremos retirado 800 pessoas do Egito em 14 voos para uma série de locais seguros, incluindo Dubai, os Estados Unidos e a Europa", disse a empresa num comunicado.

Autoridades na Turquia e em Chipre afirmaram que estavam fazendo planos contingenciais para receber os turistas retirados do Egito e conduzi-los a seus locais de origem.

Testemunhas relataram cenas de caos no aeroporto do Cairo no domingo, com muitas pessoas, incluindo egípcios, disputando os lugares cada vez mais difíceis em voos regulares.

A companhia nacional EgyptAir cancelou voos da madrugada na terça-feira, de acordo com a televisão estatal.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos avisou aos norte-americanos no Twitter que se preparassem para uma espera "substancial" no aeroporto e que levassem comida, água e outros produtos necessários.

Duas companhias aéreas chinesas, a Air China e a Hainan Air, afirmaram que enviariam, cada uma, um voo fretado ao Cairo na segunda-feira a fim de retirar os cidadãos chineses. Há ao menos 500 chineses presos no aeroporto internacional do Cairo, disse à Reuters por telefone uma autoridade consular chinesa na capital egípcia.

(Reportagem de Victoria Bryan)

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