Governos e políticos repercutem a morte de Osama Bin Laden

Líderes e organizações aplaudem operação que matou chefe da rede terrorista Al-Qaeda

estadão.com.br,

02 de maio de 2011 | 12h23

Obama no momento do anúncio da morte de Bin Laden.

 

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, fez um pronunciamento no início da madrugada desta segunda-feira, 2, confirmando a morte de Osama Bin Laden, o líder da organização terrorista Al-Qaeda. Bin Laden morreu durante uma operação da CIA no Paquistão. A operação foi autorizada por Obama na semana passada. O presidente americano considera que "a justiça foi feita".

 

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Após o pronunciamento de Obama, diversos governos, organizações e políticos se manifestaram sobre a morte do terrorista mais procurado do mundo, acusado de ser o mentor do atentado contra as torres gêmeas em 11 de setembro de 2001.

O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou que a morte de Bin Laden é uma "vitória para os Estados Unidos" e que o país enviou uma mensagem clara de que "não importa quanto tempo leve, a justiça será feita".

Ex-presidentes americanos

Bush, que estava na presidência quando aconteceram os ataques terroristas do dia 11 de setembro de 2001, contou que recebeu um telefonema de Obama contando sobre a morte do líder da Al-Qaeda. "Eu o felicitei assim como aos homens e mulheres de nossas forças militares e das comunidades de inteligência que dedicaram suas vidas a esta missão. Eles merecem nossa gratidão eterna", declarou.

Bill Clinton, outro ex-presidente dos Estados Unidos, também comentou a morte de Osama. Para Clinton, esse é um momento "profundamente importante para as pessoas de todo o mundo que buscam um futuro comum de paz e liberdade". Clinton felicitou Obama, a equipe de Segurança Nacional e os membros das Forças Armadas americanas que "levaram Osama bin Laden perante a justiça depois de mais uma década de ataques assassinos da Al-Qaeda".

ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, acredita que a morte de Bin Laden é um momento decisivo na luta contra o terrorismo.

"A morte de Osama Bin Laden, anunciada pelo presidente Obama na última noite é um momento divisor de águas em nossa luta global comum contra o terrorismo", disse Ban.

Reino Unido

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que a morte de Bin Laden é um "grande passo adiante" na luta contra o terrorismo, mas advertiu da importância de manter a "vigilância" perante o risco de represálias. Cameron destacou que o sucesso da operação "impedirá que a Al-Qaeda continue com sua campanha de terror".

Itália

O governo italiano divulgou um comunicado expressando sua "satisfação" pela "eliminação do terrorista mais procurado do mundo". "Trata-se de uma grande vitória para os Estados Unidos e para toda a comunidade internacional na luta contra Al-Qaeda e o terrorismo", disse o ministro de Relações Exteriores, Franco Frattini, em declarações divulgadas na nota.

O ministro italiano classificou que a morte de Bin Laden é uma "vitória do bem contra o mal, da Justiça contra a maldade" e que só foi possível pela determinação dos Estados Unidos na caça ao responsável do episódio mais trágico do início deste século, o 11 de setembro e outros numerosos massacres.

França

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, considerou o fato uma "derrota histórica da praga do terrorismo", mas assinalou que não representa o fim da Al-Qaeda e que o combate contra esta organização "deve continuar sem descanso".

"A França cumprimenta a tenacidade dos Estados Unidos, que o buscava há dez anos", disse o presidente, tachando Bin Laden de "promotor de uma ideologia do ódio e chefe de uma organização terrorista que causou milhares de vítimas no mundo todo".

Israel

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que seu país "celebra com os EUA este histórico dia" e qualificou a notícia de "um sonoro triunfo para Washington e seus aliados, para a liberdade e os valores compartilhados por todas as nações democráticas que lutam ombro a ombro com determinação contra o terrorismo."

Já presidente Shimon Peres manifestou em declarações à uma rádio pública que a operação na qual Bin Laden morreu "é um grande conquista para o sistema de segurança dos EUA, para o presidente Obama e o mundo livre".

Palestina

O porta-voz da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ghassan Al Khatib, classificou a que a morte do líder da Al-Qaeda como um passo para a paz.

"A morte de Bin Laden é um bom desenvolvimento para a paz e a segurança no mundo", declarou Khatib, na primeira reação de um funcionário da Autoridade Nacional Palestina (ANP) à notícia.

O porta-voz da ANP ressaltou, no entanto, que "o mais importante é nos livrarmos da ideologia e das crenças radicais de Bin Laden".

Já o líder do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, condenou o "assassinato" de Bin Laden em uma operação das forças especiais americanas no Paquistão e disse que ele era um "mártir da guerra santa".

"Vemos este episódio como uma continuação da política americana baseada na opressão e no derramamento de sangue muçulmano e árabe", disse Haniyeh em declarações a um grupo de jornalistas em Gaza.

O dirigente do movimento islâmico pediu que "Deus que seja misericordioso com os verdadeiros crentes e os mártires".

Arábia Saudita

A Arábia Saudita manifestou que espera que a morte de Bin Laden represente "um passo a frente" nos esforços internacionais destinados à luta contra o terrorismo, segundo a agência oficial SPA.

Irã

A morte de Osama Bin Laden deixa os Estados Unidos e seus aliados "sem desculpas para manter suas forças no Oriente Médio sob o pretexto de lutar contra o terrorismo", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast.

O porta-voz do ministério disse ainda que seu país "espera que esse acontecimento ajude a estabelecer a paz e a segurança na região", segundo o canal de televisão Press-TV.

Japão

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que a luta internacional contra o terrorismo não terminou após a morte de Bin Laden, e que vai aumentar o nível de alarme nas bases militares japonesas.

Kan também assinalou que o Japão deve desempenhar um papel importante nessa luta internacional contra o terrorismo, segundo informou a agência local Kyodo.

"Não podemos supor o que poderia acontecer em termos de represálias, mas queremos aumentar a frequência das patrulhas nas instalações" disse o ministro da Defesa, Toshimi Kitazawa.

 

Com Efe e AP 

INGTON
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