Governos mundiais articulam combate à gripe suína

Governos de todo mundo correm contra o tempo para encontrar e conter casos de gripe suína, buscando evitar tanto uma pandemia quanto o pânico entre a população. "Nós estamos nos preparando em um ambiente em que ao fim não sabemos o tamanho ou a seriedade que essa epidemia terá", disse a secretária de Segurança Interna norte-americana, Janet Napolitano. No México, epicentro do problema, soldados entregaram 6 milhões de máscaras para ajudar a interromper a disseminação do novo vírus. O país já tem 103 mortes que podem ter sido causadas pela doença. A maioria dos outros países relata apenas casos leves até o momento, com quase todos os doentes se recuperando. Já foram confirmados 6 casos no Canadá e 20 nos Estados Unidos.

AE-AP, Agencia Estado

27 de abril de 2009 | 09h43

A Espanha confirmou seu primeiro caso de gripe suína hoje e disse que outras 17 pessoas têm suspeita de possuírem a moléstia. O comissário de Saúde da União Europeia advertiu os europeus para que evitem realizar viagens para México e EUA em casos não essenciais. Além disso, suspeita-se que três neozelandeses que retornaram do México tenham a gripe suína. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que o vírus se espalha rapidamente pelo México e pelo sul dos EUA. "Esses são os dias iniciais. Está bem claro que há potencial para o vírus tornar-se uma pandemia e ameaçar globalmente", afirmou um porta-voz da OMS. "Mas nós honestamente não sabemos. Não sabemos ainda o suficiente sobre como o vírus opera. Mais trabalho precisa ser feito."

Os EUA declararam estado de emergência de saúde, em meio à confusão sobre o real número de infectados. Com a medida, o governo enviou quase 12 milhões de medicamentos para combater a gripe, de um depósito federal, caso os Estados realmente necessitem deles. O presidente dos EUA, Barack Obama, deve falar sobre o problema hoje, durante um encontro com importantes cientistas. "Nós realmente acreditamos que isso continuará a se espalhar, mas estamos tomando medidas agressivas para minimizar o impacto sobre a saúde das pessoas", disse Richard Besser, chefe adjunto do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças norte-americano.

O Banco Mundial anunciou que emprestará ao México US$ 25 milhões para auxílio imediato e US$ 180 milhões no longo prazo para ajudar no combate à epidemia. O governo mexicano estima que já há 1.614 casos de gripe aviária no país, registrados desde 13 de abril. Mas os casos confirmados em laboratório de mortes estão em 22, com 103 mortes suspeitas. A China, a Rússia e Taiwan começaram a planejar uma quarentena para viajantes que chegam de áreas afetadas pela doença. A Itália, a Polônia e a Venezuela advertiram seus cidadãos para que adiem viagens para partes do México e dos EUA.

Cingapura, Tailândia, Japão, Indonésia, Coreia do Sul e Filipinas estão buscando sinais da febre suína entre passageiros que chegam em aeroportos da América do Norte. Na Malásia, funcionários do setor de saúde tiravam a temperatura dos viajantes que chegavam de um voo de Los Angeles. Os EUA não pediram para que se evite viajar ao México. O governo norte-americano solicitou para que as pessoas tomem precauções como lavar frequentemente as mãos enquanto estão no país e começou a questionar os passageiros vindos do vizinho sobre possíveis sintomas de gripe suína.

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