Governos no mundo inteiro condenam atentado em Bali

Governos do mundo inteiro condenaram a explosão de uma discoteca em Bali, na Indonésia, ocorrida ontem, classificando o atentado como um gesto "bárbaro" e trabalho de "terroristas perversos e demoníacos". Vários líderes mundiais afirmaram que a tragédia comprova a necessidade de que a luta internacional contra o terrorismo seja intensificada. A explosão de um carro-bomba na movimentada área de Kuta Beach, na ilha de Bali, provocou um incêndio que matou 187 pessoas e feriu mais de 300, muitos delas estrangeiras.Além de indonésios, australianos, alemães, canadenses, britânicos e suecos estão entre as vítimas. Ninguém assumiu imediatamente a autoria do ataque. O secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, condenou a tragédia, considerando-a um trabalho de pessoas obcecadas em assassinar jovens para fins políticos. Segundo Straw, os atacantes são "as pessoas mais perversas e demoníacas, que pensam que suas convicções políticas podem ser materializadas executando pessoas jovens que estão aproveitando a vida e contribuindo com a economia da Indonésia".O ministro australiano das Relações Exteriores, Alexander Downer, disse que houve "indícios preliminares" de que um grupo islâmico radical poderia estar por trás do atentado em Bali. "Nós estávamos muito preocupados com organizações terroristas operando no sudeste da Ásia, incluindo a Indonésia. Organizações como a Jemaah Islamiah", declarou o chanceler à CNN. "Há pelo menos indícios preliminares de que um desses grupos esteja por trás disso."O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, por sua vez, afirmou que lançará uma revisão urgente da segurança nacional. Bali é um destino muito popular para turistas da vizinha Austrália e muitos australianos estavam entre as vítimas da explosão na discoteca. Malásia e Filipinas, vizinhos da Indonésia com os mesmos problemas com extremistas islâmicos violentos, denunciaram o atentado. "Seja qual for a razão, ações terroristas devem ser condenadas", afirmou o vice-primeiro-ministro malaio, Abdullah Ahmad Badawi, segundo a agência de notícias estatal Bernama. "Não queremos ver incidentes terroristas nesta região".O Paquistão, uma nação-chave na guerra americana contra o terrorismo, expressou sua revolta com a explosão. "Nós condenamos o terrorismo em todas as suas manifestações", disse o ministro da Informação Nisar Memom. Na Europa, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conclamou por mais cooperação internacional contra o terrorismo, da mesma forma que o presidente italiano, Carlo Azeglio Ciampi.A primeira reação oficial americana surgiu da Embaixada dos EUA em Jacarta, onde o embaixador Ralph Boyce afirmou em um comunicado que os Estados Unidos "condenam nos termos mais fortes possíveis este desprezível ato de terror". A Embaixada também recomendou aos americanos que vivem ou visitam a Indonésia que repensem sua presença no país. Boyce ofereceu assistência à Indonésia "para se certificar de que os responsáveis enfrentem a Justiça por este ataque covarde". As 15 nações da União Européia também ofereceram ajuda à Indonésia para capturar os responsáveis pela explosão na discoteca e pediram para que as autoridades locais "não economizem esforços para encontrá-los e levá-los à Justiça".

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