Grã-Betanha espionou Argentina por Ilhas Malvinas de 2006 a 2011, diz mídia

A Grã-Betanha espionou líderes militares e políticos argentinos para garantir a segurança das Ilhas Malvinas, segundo reportagem de um canal de TV, que citou documentos de inteligência fornecidos pelo denunciante norte-americano Edward Snowden.

HUGH BRONSTEIN, REUTERS

03 de abril de 2015 | 15h05

O canal Channel TN disse que conseguiu os documentos com uma equipe de repórteres no Brasil, que têm trabalhado com Snowden.

Um dos documentos, classificados como confidencial e datado de 2010, descreveu "esforços para coletar comunicações militares e de liderança de prioridade máxima".

Tensões acerca das Malvinas continuam fervendo mais de 30 anos depois de uma guerra entre os países, com a vitória da Grã-Betanha no arquipélago que chamam de Ilhas Falklands.

Petróleo também foi descoberto no local, aumentando as disputas sobre o domínio da região.

Um repórter do canal afirmou que soube dos documentos há dias, quando recebeu uma série de telefonemas da equipe de mídia de Snowden, baseada no Rio de Janeiro. Cada ligação durou menos de um minuto para evitar tentativas de escutas telefônicas.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Grã-Betanha não negou ou confirmou a reportagem. Ninguém do governo argentino estava imediatamente disponível para comentar.

(Reportagem adicional de Maximilian Heath, em Buenos Aires, e de Michael Holden, em Londres)

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