Sergei Karpukhin/Efe
Sergei Karpukhin/Efe

Grã-Bretanha afirma ter amostras que provam uso de gás sarin na Síria

Peça de roupa e amostras de solo foram analisadas, mas autoria do ataque não foi determinada

AE, Agência Estado

05 Setembro 2013 | 16h52

LONDRES - Cientistas britânicos descobriram novas evidências do uso de gás sarin no ataque de 21 de agosto na Síria, informou nesta quinta-feira, 5, o primeiro-ministro inglês, David Cameron. Em entrevista à BBC, Cameron disse que as amostras que estão sendo examinadas por especialistas do laboratório inglês Porton Down "acrescentam novas provas do uso de armas químicas no subúrbio de Damasco."

O premiê, no entanto, não deixou claro se os testes realizados pelos ingleses determinaram quem foi o responsável pelo ataque, pergunta que os líderes mundiais estão enfrentando no debate em São Petersburgo sobre qual resposta dar ao massacre.

O porta-voz do gabinete de Cameron disse que as evidências citadas pelo primeiro-ministro são uma peça de roupa de uma das vítimas do ataque e amostras de solo retiradas do local. As duas amostras deram positivas para o gás sarin, afirmou ele, falando em condição de anonimato por não estar autorizado a falar sobre o assunto.

Cameron se recusou a comentar sobre como e quando as evidências foram enviadas à Grã-Bretanha, alegando preocupações com segurança.  Porton Down foi criado há quase 100 anos. Está localizado a 135 quilômetros ao oeste de Londres e foi montado durante a Primeira Guerra Mundial.

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