Grã-Bretanha apóia vaga do Conselho de Segurança para a África

A Grã-Bretanha manifestou naterça-feira apoio à presença permanente de um país africano noConselho de Segurança da ONU, como parte dos esforços parareformar a entidade. "Somos absolutamente claros quanto ao nosso compromisso comuma vaga permanente para um país africano no Conselho deSegurança da ONU, como parte de um programa de reformas amplo eabrangente", disse o chanceler David Miliband ao concluir umareunião entre ministros britânicos e sul-africanos em Pretória. Ele não citou qual país deveria ocupar tal vaga. Há mais deuma década a Assembléia Geral da ONU discute a ampliação doConselho de Segurança, instância decisória que conta com cincomembros permanentes e dez temporários. Críticos dizem que aatual composição não reflete o cenário contemporâneo e estásendo manipulada pelas potências mundiais. Os cinco atuais membros permanentes são EUA, Grã-Bretanha,França, Rússia e China. Os dez membros temporários ocupammandatos de dois anos, distribuídos por critérios regionais. Desde a criação da ONU, em 1945, o Conselho de Segurança sófoi ampliado uma vez, em 1965, quando o número de membroseleitos subiu de 6 para 10. Entre os principais candidatos às novas vagas permanentesestão Alemanha, Brasil, Índia e Japão. Para a eventual vagaafricana, os principais aspirantes são África do Sul, Nigéria eEgito. A África do Sul, que atualmente ocupa uma vaga temporária,se considera como uma voz influente pelos interesses da Áfricae também como uma espécie de mediador para os países mais ricosno mundo em desenvolvimento. O governo sul-africano, no entanto, recebe críticas noOcidente por dar seu voto na ONU a favor de propostasconsideradas amigáveis para com regimes repressivos, como os deZimbábue e Mianmar. No ano passado, a África do Sul propôs acabar com assanções contra o programa nuclear do Irã, o que levou algunsgovernos ocidentais a acusarem Pretória de colocar suascredenciais terceiro-mundistas acima das suasresponsabilidades.

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