Mary McCartney/EFE
Mary McCartney/EFE

Filha de ex-Beatle fotografa rainha na celebração do mais longo reinado britânico

Elizabeth II ultrapassa a rainha Victória, ocupando o trono por 63 anos, 7 meses e 2 dias; a monarca agradeceu o carinho recebido por seus súditos

O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2015 | 09h51

(Atualizada às 18h07) LONDRES - A rainha Elizabeth II tornou-se nesta quarta-feira, 9, a monarca a reinar por mais tempo em toda a história da Grã-Bretanha, ultrapassando sua tataravó, a rainha Victória, e ocupando o trono por 63 anos, 7 meses e 2 dias.

Para celebrar a data, o Palácio de Buckingham divulgou uma fotografia oficial da rainha tirada por Mary McCartney, fotógrafa e filha do ex-Beatle Paul McCartney. Britânicos homenagearam a monarca com muitos aplausos, balançando bandeiras e mensagens solenes do Parlamento.

A monarca agradeceu o carinho recebido por seus súditos. Fiel à agenda de trabalho, ela teve uma jornada sem grandes festejos, inaugurando uma nova rota ferroviária em Newtongrange, nos arredores de Edimburgo, acompanhada pela ministra principal da região, Nicola Sturgeon. A nova rota de trem ao longo das fronteiras escocesas é a maior já construída na Grã-Bretanha em mais de 100 anos.

 

Após viajarem juntas em um trem a vapor desde a estação de Edimburgo até Newtongrange, Elizabeth II inaugurou uma placa comemorativa com o marido, o duque de Edimburgo, príncipe Philip, de 94 anos.

Cercada por estudantes que carregavam a bandeira britânica, Elizabeth II aproveitou a ocasião para expressar seu agradecimento a todas as pessoas que lhe enviaram “mensagens comoventes de grande amabilidade” para parabenizá-la.

Em Londres, a Câmara dos Comuns realizou uma sessão especial em homenagem à monarca. No Parlamento, ela recebeu muitos aplausos e mensagens solenes. 

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, qualificou Elizabeth II como a “rocha da estabilidade” e ressaltou o “alcance do serviço” prestado por ela nos últimos 63 anos, nos quais despachou com 12 primeiros-ministros, de Winston Churchill até ele. “A rainha é a nossa rainha e não poderíamos estar mais orgulhosos. Ela tem servido o país com graça, dignidade e decência.”

O ex-primeiro-ministro John Major elogiou a longa presença da rainha no trono. “Enquanto primeiros-ministros vêm e vão, celebridades vêm e vão, ela e a monarquia têm sido uma constante absoluta”, disse.

O premiê australiano, Tony Abbott, disse ao Parlamento da Austrália que a rainha “tem tido uma vida longa de serviços prestados ao país dela” e é vista com muito “respeito e afeto” pelos australianos. “Desejamos a ela e o seu marido saúde e felicidade nos anos que vierem.”

Coroação. A rainha Elizabeth II chegou ao trono em 1952, aos 25 anos, após a morte de seu pai, George VI. No ano seguinte, foi coroada oficialmente na Igreja de Westminster, em uma cerimônia transmitida pela primeira vez na televisão e assistida por milhões no mundo todo.

Diante de mais de 8 mil convidados, incluindo primeiros-ministros e líderes de Estado, ela fez o Juramento da Coroação, comprometendo-se a servir às pessoas e manter as leis de Deus, segundo a rede britânica BBC.

Depois que o arcebispo de Canterbury, Dr. Geoffrey Fisher, colocou a coroa de St. Edwards na cabeça de Elizabeth II, um grito de “Deus Salve a Rainha” foi ouvido e salvas de tiros foram disparadas enquanto a multidão vibrava.

Na ocasião, aproximadamente 3 milhões de pessoas ocuparam as ruas de Londres para poder ver a nova rainha enquanto ela seguia para o Palácio de Buckingham. /ASSOCIATED PRESS, REUTERS e EFE

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