Grã-Bretanha confirma embargo de venda de armas a Israel

O governo de Londres confirmou hoje o embargo à venda de armas britânicas imposto a Israel. Em um comunicado oficial enviado às autoridades israelenses, o diretor de Controle de Exportações da Grã-Bretanha, Jeremy Clayton, assinala que Londres não exportará mais para Tel Aviv armamentos utilizados pelas forças de Israel em incursões a territórios palestinos. A decisão sobre o embargo de armas a Israel foi divulgada após a publicação de um informe que revelou a utilização de aviões de ataque britânicos F-16 em ataques a localidades palestinas, que provocaram a morte de várias crianças. "Para tomar a decisão sobre o embargo de armas, levamos em consideração as táticas militares israelenses. De qualquer forma, esta situação permanece em constante revisão", explicou Clayton. "Os ataques perpetrados pela intifada, as contínuas incursões israelenses nos territórios ocupados e as declarações de funcionários de Tel Aviv foram levados em conta para estabelecer as restrições e o embargo a Israel", disse Clayton. "Como resultado, não aprovamos a licença para a venda de armas a Israel", afirmou. A Grã-Bretanha é responsável pela venda a Israel de certos tipos de armamento, como aviões de ataque, helicópteros, morteiros, tanques antimísseis e munições de alto calibre. Por sua vez, o chanceler israelense, Shimon Peres, expressou seu desacordo com a medida tomada pelo governo britânico e pediu ao primeiro-ministro Tony Blair que revogue a decisão sobre o embargo de armas. Grandes Acontecimentos InternacionaisESPECIAL ORIENTE MÉDIO

Agencia Estado,

27 Agosto 2002 | 13h43

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