Lefteris Pitarakis/AP
Lefteris Pitarakis/AP

Grã-Bretanha decide hoje futuro de Assange

Governo alerta para possíveis ataques de ativistas pró-WikiLeaks contra sites estatais, caso Justiça resolva extraditar criador do site para a Suécia

, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2010 | 00h00

O governo da Grã-Bretanha afirmou ontem que recebeu um alerta sobre possíveis ataques contra suas páginas na internet. De acordo com o gabinete do primeiro-ministro, David Cameron, o conselheiro de Segurança Nacional, Peter Ricketts, disse que websites de ministérios do país podem ser alvos de ataques de ativistas pró-WikiLeaks antes da audiência judicial de Julian Assange, fundador do site, marcada para hoje, em Londres.

Assange foi detido na semana passada e deve comparecer hoje diante de um juiz britânico para definir se ele será ou não extraditado para Suécia, onde ele é acusado de ter cometido "crimes sexuais".

O fundador do WikiLeaks será representado pelo advogado Geoffrey Robertson, ex-juiz do Tribunal Especial da ONU para Serra Leoa, que é especializado em casos de liberdade de expressão e tem entre seus clientes o escritor Salman Rushdie.

Steve Field, porta-voz do gabinete do premiê, disse que a prioridade do governo britânico agora é proteger os sites que tratam de informações ligadas diretamente à população.

Fields afirmou que o governo de Cameron está preocupado com sites usados para entregar o imposto de renda ou para fazer a requisição de benefícios distribuídos pelo Estado porque são páginas que armazenam informações sensíveis.

Ofensiva. A preocupação do governo britânico se deve ao fato de que ativistas do grupo Anonymous começaram uma ofensiva na internet contra empresas e instituições que puniram Assange e o WikiLeaks após o vazamento de cerca de 250 mil documentos secretos da diplomacia americana. Após empresas de cartão de crédito, como a Visa e a Mastercard, terem cancelado os pagamentos destinados ao WikiLeaks, suas páginas na internet foram atacadas pelo grupo de hackers. Sites do governo sueco e de entidades suíças também foram alvo de ataques dos ativistas. / AP

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