Grã-Bretanha é autorizada a extraditar terroristas

O tribunal europeu de direitos humanos autorizou nesta terça-feira a Grã-Bretanha a extraditar um clérigo radical muçulmano e quatro outros supostos terroristas para serem julgados nos Estados Unidos.

AE, Agência Estado

10 de abril de 2012 | 13h32

Segundo o tribunal, a Grã-Bretanha não violará as regras de direitos humanos da UE se deportar Mustafa Kamal Mustafa, o extremista mais notório do país, e os demais suspeitos para os EUA, onde estarão sujeitos a cumprir penas de prisão perpétua em presídios de segurança máxima.

Mustafa, também conhecido como Abu Hamza al-Masri, e os demais haviam argumentado que nas prisões dos EUA enfrentariam "tortura ou tratamento desumano ou degradante", o que violaria o código de direitos humanos da Europa.

O argumento, no entanto, foi rejeitado pelo tribunal, com sede em Estrasburgo, França. Por outro lado, a corte determinou que os cinco "não deverão ser extraditados" até que seja emitida a decisão final - o que pode levar meses - e se esgote a possibilidade de recursos. Além disso, o tribunal adiou o julgamento sobre um sexto suspeito, Haroon Rashid Aswat, enquanto aguarda mais informações sobre sua esquizofrenia e as condições de sua detenção em um hospital britânico.

Al-Qaeda

O grupo extremista Al-Qaeda advertiu hoje a Grã-Bretanha a não deportar o radical islâmico Abu Qatada para a Jordânia. Em comunicado divulgado na internet, a Al-Qaeda disse que a expulsão de Qatada abriria "uma porta desnecessária para o mal que prejudicará (a Grã-Bretanha) e seus súditos".

Há anos os britânicos vêm tentando extraditar o palestino-jordaniano, cujo nome verdadeiro é Omar Mahmoud Mohammed Othman. O radical é considerado um proeminente membro da Al-Qaeda na Europa e uma ameaça à segurança nacional. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Grã-BretanhaEUAextradição

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.