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Grã-Bretanha e Equador criam comissão para discutir caso Assange

Fundador do WikiLeaks está refugiado há um ano na embaixada equatoriana em Londres

O Estado de S. Paulo,

17 de junho de 2013 | 10h51

Os governos da Grã-Bretanha e do Equador chegaram a um acordo nesta segunda-feira,17,  para criar um grupo de trabalho para buscar uma solução diplomática para o caso do fundador do Wikileaks, Julian Assange, refugiado há um ano na embaixada equatoriana em Londres.

O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, e o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, reuniram-se na capital britânica para abordar a situação do australiano, que pediu asilo a Quito para evitar sua extradição para a Suécia. Em comunicado, a chancelaria britânica afirmou que, além da criação desta comissão, não houve mais avanços no caso Assange, que segundo Patiño assegurou estar disposto a ficar mais cinco anos na embaixada equatoriana se for necessário.

"O ministro britânico e o ministro Patiño concordaram manter os canais de comunicação abertos, mas não houve avanços" significativos para permitir a saída do ativista, informou a chancelaria britânica. "O ministro britânico deixou claro que qualquer solução deve respeitar a legislação britânica", acrescentou o comunicado.

Em entrevista coletiva individual ao término da reunião, Patiño reafirmou o compromisso de seu governo com "a segurança, integridade pessoal e liberdade de expressão de Assange".

O ativista se refugiou na embaixada do Equador em Londres em 19 de junho do ano passado, após ter perdido todos seus recursos legais no Reino Unido para evitar sua extradição para a Suécia, onde responde na Justiça por supostos crimes sexuais cometidos em 2010.  fundador do Wikileaks acredita que se for entregue à Suécia, de lá será extraditado aos Estados Unidos, onde responderá por ter divulgado segredos de Estado.

Após haver recebido asilo do governo do Equador, Assange não pôde sair da embaixada em Londres pois o Reino Unido não deu a ele um salvo-conduto diplomático. Apesar das contínuas negociações, os governos britânico e equatoriano não encontraram até agora uma solução para o assunto.

Em novembro de 2010, o Wikileaks, em colaboração com vários jornais, divulgou milhares de documentos diplomáticos americanos. Patiño visitou ontem o ativista, que reside em um pequeno quarto da legação equatoriana. / EFE

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