Grã-Bretanha enviará força de 200 soldados

A Grã-Bretanha enviará 200 soldados para se unirem à campanha militar liderada pelos EUA no Afeganistão como parte de uma força mais ampla que incluirá navios de guerra e aviões de combate, informou hoje o ministro britânico das Forças Armadas, Adam Ingram. Em um discurso ao Parlamento, Ingram afirmou que 200 soldados da infantaria da marinha teriam como base os navios ancorados no Golfo Pérsico, que já estão preparados para as operações no Afeganistão. Outros 400 soldados, segundo o ministro, permaneceriam na Grã-Bretanha à espera de uma ordem para partir para o front. Ingram disse também que tal compromisso constitui uma "demonstração concreta de nossa resolução de ver uma conclusão da campanha contra o terrorismo internacional". A Grã-Bretanha tem sido a nação a oferecer mais ajuda aos Estados Unidos depois dos atentados terroristas de 11 de setembro em Nova York e Washington. "Já dissemos que estamos nisto até o fim e temos a intenção de permanecer", afirmou Ingram. Os comandos estão treinados para operar diante das linhas inimigas e lutar em terreno montanhoso e ártico. A capacidade para a luta durante o inverno é um indício de que os comandantes aliados esperam uma campanha prolongada no Afeganistão. A Grã-Bretanha, a única nação a tomar parte nas ações de combate contra a milícia Taleban ao lado das forças norte-americanas, terá um porta-aviões e um navio de tropas de assalto na região. O porta-aviões será modificado para as operações das forças especiais. As forças especiais, que são menores do que a imprensa havia informado, sugerem que a estratégia militar se concentreará em ataques breves e precisos, e que as tropas britânicas e norte-americanas se retirarão rapidamente depois de cada operação. Leia o especial

Agencia Estado,

26 Outubro 2001 | 17h24

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