Grã-Bretanha indenizará presos de Guantánamo

A Grã-Bretanha aceitou pagar elevadas compensações a ex-prisioneiros de Guantánamo que acusaram o governo britânico de cumplicidade nas torturas a que foram submetidos. Estas serão as primeiras indenizações pagas pelos abusos cometidos em meio à luta contra o terrorismo liderada pelos EUA.

AP e REUTERS, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2010 | 00h00

Depois de meses de disputas legais, as agências de espionagem britânicas optaram por um acordo para evitar um julgamento prolongado e custoso, no qual o testemunho aberto de agentes secretos poderia pôr em perigo a segurança nacional, disse ontem um funcionário americano que pediu anonimato.

Pelo menos 16 ex-detentos, cidadãos britânicos ou moradores na Grã-Bretanha, receberão as indenizações, que poderão chegar a US$ 79 milhões. Os espiões britânicos não foram acusados de tortura, mas os ex-detentos alegam que eles infringiram as leis internacionais, pois sabiam dos abusos que estavam sendo cometidos em Guantánamo e não fizeram nada para impedir.

Em entrevistas na semana passada, o ex-presidente americano George W. Bush afirmou que autorizou o uso de métodos de tortura, como a simulação de afogamento, para interrogar os suspeitos de terrorismo na base naval. Ele disse que as informações salvaram muitas vidas.

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