Grã-Bretanha pede união de países africanos na luta contra o Boko Haram

Durante reunião em Paris, ministro britânico ofereceu conselheiros militares para ajudar governo nigeriano

O Estado de S. Paulo,

17 Maio 2014 | 16h37

PARIS - O governo britânico ofereceu neste sábado, 17, conselheiros militares para ajudar a Nigéria a organizar a luta contra o grupo terrorista Boko Haram, que sequestrou mais de 200 meninas no mês passado e ameaça desestabilizar a região.

O ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, fez a proposta antes do início de reunião com líderes africanos em Paris para coordenar estratégias na luta contra o terrorismo. Hague qualificou o sequestro das meninas de "terrível" e disse que os seguidores do Boko Haram "continuam quase diariamente cometendo ataques terroristas e outras atrocidades, portanto têm que ser derrotados."

No mesmo encontro, o presidente francês, François Hollande, disse que o grupo é uma ameaça para os países do Oeste e Centro da África e está vinculado a outros militantes, incluindo o braço norte-africano da Al-Qaeda.

"O Boko Haram é uma grande ameaça para toda a África Ocidental e agora para o centro da África, com laços provados com a AQIM (Al-Qaeda no Maghreb Islâmico) e outras organizações terroristas", disse Hollande.

"Um amplo plano de troca de informações, ação coordenada e proteção de fronteiras tem que ser colocado em prática imediatamente", acrescentou o presidente francês.

Da reunião, presidida por Hollande, participam líderes da Nigéria, Camarões, Chade, Níger e Benin, junto com representantes da França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e União Europeia (UE).

Na opinião do chefe da diplomacia britânica, é importante que países africanos formem um grupo de inteligência para reunir informações que ajudem a localizar as meninas nigerianas. "Isto requer uma melhor estratégia regional entre os países africanos, mas com nosso apoio", acrescentou o ministro britânico./ EFE e REUTERS

 

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