REUTERS/Peter Nicholls
REUTERS/Peter Nicholls

Grã-Bretanha presta homenagem a vítimas 10 anos após atentados terroristas em Londres

Premiê David Cameron lidera cerimônia de recordação dos ataques que deixaram 52 mortos e mais de 700 feridos na capital inglesa

O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2015 | 09h21

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, liderou nesta terça-feira, 7, as homenagens na recordação do 10º aniversário dos atentados que mataram 52 pessoas em Londres, os primeiros ataques suicidas de militantes islamistas na Europa Ocidental.

Parentes das vítimas, sobreviventes, e as mais altas autoridades do país se reuniram para lembrar os mortos nos atentados de 7 de julho de 2005, com as emoções ainda latentes depois de um massacre na Tunísia, no mês passado, que causou o maior número de mortes entre britânicos desde o atentados em Londres.

"Hoje, o país se junta para lembrar as vítimas de uma das mais letais atrocidades terroristas no território britânico", disse Cameron em comunicado. "Dez anos depois dos ataques de 7/7, em Londres, a ameaça do terrorismo continua tão real quanto letal. O assassinato de 30 cidadãos britânicos inocentes em férias na Tunísia é um lembrete brutal desse fato. Mas nós nunca vamos ser intimidados pelo terrorismo."

Cameron e o prefeito de Londres, Boris Johnson, permaneceram em silêncio, de cabeça baixa, antes de colocarem uma coroa de flores no memorial 7/7 no Hyde Park. O monumento foi construído com 52 simples pilares de aço que representam cada uma das vítimas. Neles estão gravados seus nomes e a hora em que aconteceu a explosão na qual perderam a vida.

Os dois políticos conservadores vão se reunir mais tarde com outras autoridades, famílias das vítimas, sobreviventes e membros dos serviços de emergência vítimas dos ataques para um serviço religioso na catedral de St. Paul. 

Antes do primeiro ato de hoje, Johnson disse que os terroristas fracassaram e não conseguiram mudar a essência de Londres, que a torna uma cidade magnífica. "Acho que muita gente diria que Londres se tornou ainda mais cosmopolita", acrescentou o prefeito à imprensa local.

O ataque. Nas primeiras horas de 7 de julho de 2005, quatro jovens muçulmanos britânicos viajaram para Londres, onde cometeram os atentados suicidas detonando bombas caseiras escondidas em mochilas dentro de três trens do metrô no momento em que o ex-primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007) se reunia com o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em Gleneagles (Escócia), durante a cúpula do G8. 

Uma hora depois, outro artefato explodiu em um ônibus da linha 30 na praça de Tavistock, perto do Museu Britânico Ao todo, os terroristas mataram 52 pessoas e causaram ferimentos em outras 700. / REUTERS e EFE

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