Grã-Bretanha pretende reabrir embaixada no Irã, diz ministro

William Hague afirmou que 'as circunstâncias são adequadas' e presença inicial em Teerã deve ser feita em breve

O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2014 | 10h01

LONDRES - A Grã-Bretanha planeja reabrir sua embaixada no Irã, afirmou o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, nesta terça-feira, 17, ao dizer que o país irá em breve estabelecer uma presença inicial em Teerã.

O anúncio foi feito depois que os Estados Unidos, grande aliado da Grã-Bretanha, disseram que poderão lançar ataques aéreos contra insurgentes sunitas que atuam no Iraque e trabalhar em conjunto com o Irã para ajudar o governo iraquiano a conter o avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil, na sigla em inglês), que levou à alteração na configuração das alianças no Oriente Médio.

"Agora as circunstâncias são adequadas para a reabertura de nossa embaixada no Irã", disse Hague em um comunicado por escrito enviado ao Parlamento britânico. O ministro afirmou ter conversado sobre o assunto com o ministro de Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, no sábado 14.

Segundo Hague, "uma série de questões práticas" têm de ser resolvidas antes de a embaixada voltar a funcionar e que nem todos os serviços consulares estarão à disposição imediatamente. "Inevitavelmente, a presença inicial na embaixada será capaz apenas de oferecer um limitado número de serviços. Por enquanto, os iranianos terão de pedir seus vistos em Abu Dabi ou em Istambul para poder viajar para a Grã-Bretanha."

Em fevereiro, o Irã reabriu parcialmente sua embaixada em Londres, oferecendo apenas serviços consulares. O ministro britâncio disse esperar que Teerã "adote medidas" para expandir as operações da embaixada em Londres.

A Grã-Bretanha fechou sua embaixada no Irã no final de 2011, depois que um protesto contra sanções britânicas se tornou violento e manifestantes escalaram os muros, saquearam as instalações e queimaram prédios.

Hague descreveu o Irã como "um país importante em uma região volátil" e enfatizou a necessidade de os funcionários da embaixada serem capazes de trabalhar sem obstáculos em Teerã. / AP e REUTERS

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