Grã-Bretanha quer apurar suposta tortura contra etíope

A Grã-Bretanha ordenou que sua polícia investigue acusações feitas por um ex-detento de Guantánamo, segundo as quais membros do serviço de inteligência britânico foram cúmplices de torturas. A Procuradora-geral Patricia Scotland disse a parlamentares em um comunicado que a polícia começará a questionar as alegações de Binyam Mohamed de que um funcionário do serviço doméstico de segurança MI5 estava ciente de que ele tinha sido torturado. Mohamed, um etíope, se mudou para a Grã-Bretanha na adolescência. Ele foi preso na Paquistão em 2002, sob suspeita de terrorismo. Mohamed afirma ter sido torturado no Paquistão e no Marrocos, antes de ser transferido para Guantánamo em 2004.

AE-AP, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 13h51

Patricia começou uma investigação sobre o caso em outubro. Ela disse que pediu ao comissário de polícia de Londres, Paul Stephenson, para investigar de que alguém deva responder no caso. O suspeito foi libertado da prisão na Baía de Guantánamo em fevereiro e se recupera em um local não indicado na Grã-Bretanha. Em comunicado divulgado por seus advogados, Mohamed se disse feliz com a decisão de hoje, mas exigiu que a polícia analise a conduta de altos funcionários do setor de inteligência.

Mohamed afirma que alertou um membro do MI5 de que tinha sido torturado no Paquistão em 2002. Ele também alega que a inteligência britânica forneceu questões usadas em interrogatórios dele em outros países. O primeiro-ministro Gordon Brown ordenou que Patricia examine o caso e repetidamente ressalta que a Grã-Bretanha não compactua com o uso da tortura. Brown apontou que os funcionários que cometeram erros devem ser punidos. Na semana passada, o primeiro-ministro disse que o país revisará as regras para tratamento de presos no exterior por funcionários britânicos. Essas diretrizes devem ser tornadas públicas pela primeira vez.

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