Grã-Bretanha quer prisão provisória mais longa contra terrorismo

A Grã-Bretanha divulgou na quinta-feiraseus planos para ampliar o prazo durante o qual a polícia podemanter sob custódia um acusado de ser terrorista sem ofereceracusações formais --mas a medida, menos radical que umaproposta anterior, continuou a ser objeto de críticas. Após ter sucedido Tony Blair em junho, o primeiro-ministroGordon Brown disse que a polícia precisava ter mais poderes afim de conseguir realizar as complexas investigações sobre oterrorismo envolvendo vários planos de ataque e um grandenúmero de países. O premiê, no entanto, teve de retroceder quando tentousimplesmente aumentar o prazo de detenção. E isso por causa da crescente oposição vinda não somente depolíticos oposicionistas e de grupos de defesa dos direitoscivis, mas também de importantes figuras do mundo jurídico e deintegrantes do Partido Trabalhista (ao qual pertence). Substituindo a proposta anterior, o plano atual permitiriaao governo usar medidas temporárias apenas em situaçõesextremas, deixando aos detetives a possibilidade de interrogaros suspeitos durante um período máximo de 42 dias --esseperíodo é atualmente de 28 dias. Esses poderes adicionais, que ainda precisam ser aprovadospelo Parlamento, vigorariam por dois meses. A ministra britânica do Interior, Jacqui Smith, disse queas medidas são necessárias para responder a uma "ameaça grave econstante" cada vez maior. As forças de segurança da Grã-Bretanha afirmaram que estãomonitorando milhares de pessoas que representam um risco e que,até agora, 42 delas foram condenadas devido à prática de crimesrelacionados com o terrorismo. Mas, segundo Smith, os novos poderes seriam usados apenasem circunstâncias excepcionais. "Isso não é algo que deva se tornar comum ou corriqueiro",afirmou a ministra, acrescentando que a polícia e um revisorindependente das leis de combate ao terrorismo davam apoio aosplanos. (Repotagem de Michael Holden)

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