Grã-Bretanha recebe 600 mil ´imigrantes do Leste´

Quase 600 mil imigrantes de oito países recém-admitidos na União Européia entraram na Grã-Bretanha entre maio e 2004 e junho de 2006, informou nesta terça-feira o Ministério do Interior britânico. Como resultado, tem havido "algumas pressões" nos serviços públicos oferecidos nas regiões onde moram os recém-chegados, disse o governo.Mas o ministro do Interior, Tony McNulty, ressaltou que os imigrantes ajudam a economia do país. O cálculo levou em conta 447 mil vistos de trabalho pedidos desde a admissão dos novos países e uma estimativa de que existem outros 150 mil empregados autônomos, como pedreiros, trabalhando na Grã-Bretanha.Fluxo contínuo Os imigrantes acompanhados provêm de países do Leste Europeu e da Europa Central que fizeram parte do bloco comunista até os anos 90.O estudo considerou a imigração da Polônia, República Tcheca, Hungria, Estônia, Letônia, Lituânia, Eslováquia e Eslovênia.Os dados mostraram que mais de quatro em cada cinco têm idade entre 18 e 34 anos, sendo que 62% dos que pediram visto de trabalho são poloneses.Os números devem elevar o debate acerca das autorizações de trabalho quando Bulgária e Romênia se juntarem ao bloco europeu, em 1º de janeiro de 2007.O secretário britânico de Comércio, Alistair Darling, garantiu a Conservadores que pediam mais controle sobre a imigração que não haveria "política de portas abertas" para cidadãos dos dois países.Em 2004, quando o último grupo de países se juntou à União Européia, a Grã-Bretanha foi um dos únicos três países que concederam aos imigrantes total direito de trabalho.Desta vez, argumentou o ministro, a Grã-Bretanha não vive a mesma falta de trabalhadores. Além disso, o desemprego tem aumentado.O advogado da organização de aconselhamento a imigrantes, Colin Yeo, disse à BBC que a imigração deveria continua sendo permitida."Não vejo muitos britânicos realmente interessados em trabalhar com limpadores de peixe, açougueiros, vendedores de sanduíche - o tipo de trabalho pouco remunerado que é absolutamente essencial para a economia."

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