Grã-Bretanha reconhece demora na reconstrução do Iraque

O progresso da reconstrução do Iraque no pós-guerra não foi tão veloz quanto desejavam as forças aliadas lideradas pelos Estados Unidos, disse o secretário de Exterior da Grã-Bretanha, Jack Straw. Straw disse à Câmara dos Comuns que a mobilização para restaurar a administração civil "nas primeiras semanas não transcorreu tão bem quanto desejávamos", mas recebeu com satisfação a indicação do novo administrador civil do Iraque, o diplomata americano Paul Bremer, como o sinal de um novo momento.Bremer chegou hoje ao Iraque, como parte de uma mudança na administração do país. Os iraquianos acusam os Estados Unidos de agirem muito lentamente na restauração de serviços básicos e de pouco fazerem para conter os saques e atos de desrespeito à lei que se seguiram à queda do regime de Saddam Hussein, no mês passado.Straw insistiu que a ONU desempenhará um "papel vital" na reconstrução do Iraque e garantiu que um coordenador especial da entidade no país teria um "mandato substancial". Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha apresentaram ao Conselho de Segurança da ONU, na semana passada, uma proposta de resolução que legitimaria a ocupação americana do Iraque por pelo menos um ano e daria à coalizão controle sobre as reservas de petróleo do país, para financiar a reconstrução. Se a resolução for aprovada como está, o papel da ONU seria meramente protocolar. Muitos países desejam que a entidade desempenhe uma função mais influente.Veja o especial :

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