Grã-Bretanha revisará exportação de armas para Israel

País promete rever contratos; governo investiga morte de voluntário britânico durante bombardeio israelense na Faixa de Gaza

O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2014 | 11h38

LONDRES - O governo da Grã-Bretanha anunciou nesta segunda-feira, 4, que está revisando todas as licenças de exportação de armas para Israel, em meio à invasão e bombardeio do país na Faixa de Gaza. A chancelaria britânica investiga a morte de um cidadão britânico que trabalha como voluntário no território palestino. O primeiro-ministro David Cameron disse concordar com as críticas feitas pela ONU a um bombardeio que matou 10 pessoas ontem em uma escola da entidade. 

A revisão das  licenças, segundo o governo britânico,  foi decidida na semana passada. Apenas serão exportadas as  armas consideradas “ apropriadas”.  Segundo um estudo divulgado por uma comissão do Parlamento britânico, os contratos de vendas de armas para Israel somam  US$ 13 bi e envolvem veículos blindados, componentes de drones e de mísseis. 

Sobre o cidadão britânico que teria morrido em Gaza, a secretaria do Exterior  divulgou comunicado no qual prometeu investigar o episódio. “Estamos analisando esse caso urgentemente”, disse um porta-voz do Foreign Office.

Segundo o canal SkyNews, o voluntário é um inglês de Rochdale que faz trabalho humanitário em Gaza. / EFE  e REUTERS

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