Grã-Bretanha: secretário apoia aborto até 12 semanas

O novo secretário de Saúde da Grã-Bretanha, Jeremy Hunt, disse que é a favor de reduzir o prazo limite para prática de aborto de 24 semanas de gravidez para 12, levantando críticas de parlamentares da oposição e de ativistas dos direitos das mulheres. Hunt, que assumiu o cargo há poucas semanas, afirmou acreditar que 12 semanas é o "ponto certo", segundo entrevista publicada na edição deste sábado do Times. "É apenas minha visão sobre essa questão incrivelmente difícil acerca do momento em que devemos considerar que a vida começa."

Agência Estado

06 de outubro de 2012 | 12h25

Os comentários surgem depois que a secretária de Cultura e ministra da Mulher, Maria Miller, disse que gostaria de ver a lei de aborto ser endurecida, de modo que o limite mudasse de 24 para 20 semanas. O gabinete do premiê salientou que Hunt expressou opiniões puramente pessoais, e que o governo britânico não tem planos de mudar a legislação.

Mas as declarações do novo secretário de Saúde, pouco antes da conferência do Partido Conservador, imediatamente acirraram o debate político e enfureceu os ativistas pró-aborto. Embora não tanto quanto nos Estados Unidos, o assunto é polêmico na Grã-Bretanha. O limite de 24 semanas vale para Inglaterra, Escócia e País de Gales. A prática é ilegal na Irlanda do Norte, exceto nos casos em que a vida da mãe corre risco ou a gravidez é uma séria ameaça à sua saúde. As informações são da Associated Press.

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