Grã-Bretanha suspende alerta de 48 horas

O governo britânico suspendeu hoje o alerta de 48 horas imposto a milhares de soldados, alegando ter havido uma melhora na situação no Afeganistão. O secretário de Defesa, Geoff Hoon, também confirmou que quatro soldados britânicos ficaram feridos em operações conjuntas com tropas dos EUA no Afeganistão, mas não deu maiores detalhes sobre as operações nem sobre a gravidade dos ferimentos. Mais de 6.000 soldados haviam sido colocados em prontidão desde meados de novembro, prontos a seguir para o Afeganistão, mas a principal atribuição dos britânicos em território afegão foi o deslocamento de uma centena de fuzileiros da Marinha Real para o aeroporto de Bagram, ao norte de Cabul. Hoon disse que "aumentou" o contingente em Bagram no fim de semana, sem acrescentar outras informações. Duas unidades britânicas continuam em alerta de 48 horas disse Hoon, sem mencionar quantos soldados continuam de prontidão. Embora os EUA tenham despendido grandes esforços para formar uma coalizão para uma resposta militar aos ataques terroristas de 11 de setembro, as forças dos EUA no ar e as tropas da Aliança do Norte em terra travaram a maior parte dos combates. Alemanha, França, Itália, Holanda e Canadá ofereceram-se para enviar contingentes militares, mas as tropas desses países ainda não foram convocadas. A Itália destacou 2.700 soldados para a campanha antiterrorista, dos quais 1.475 já estão a caminho do Golfo a bordo do porta-aviões Garibaldi, ao lado de duas fragatas e um navio de suprimentos que partiram em 18 de novembro. Um porta-voz do ministério da Defesa italiano, coronel Paolo Bressan, disse nesta segunda-feira que os demais soldados do contingente italiano continuam de prontidão. A Holanda ofereceu 1.400 soldados, mas seis aviões de combate, aviões de carga, três fragatas, dois caça-minas e um submarino. "Assim que chegar um pedido do governo americano, podemos enviar as tropas com relativa rapidez", disse hoje Joop Veen, porta-voz do ministério da Defesa em Amsterdam. O Canadá enviou cerca de 2.000 funcionários militares em seis aviões, seis navios e parte de uma unidade de forças especiais. Um segundo grupo de tropas oferecido, de unidades terrestres para manutenção da segurança na entrega de ajuda humanitária à população necessitada, está de prontidão. A França ofereceu tropas terrestres para acompanhar os comboios de ajuda humanitária, e 58 soldados franceses já se encontram no Usbequistão à espera de autorização da Aliança do Norte para se dirigirem a Mazar-i-Sharif. Segundo o ministério da Defesa francês, o contingente total dessa unidade será de 300 soldados. O primeiro-ministro alemão, Gerhard Schroeder, ganhou este mês por estreita margem um voto de confiança em apoio ao oferecimento do governo de enviar 3.900 soldados para reforçar a coalizão. Leia o especial

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