Grã-Bretanha tenta formar força que tenha o aval dos afegãos

A Grã-Bretanha está tentando formar uma força multinacional e conseguir a aprovação dos afegãos antes de anunciar formalmente que irá liderar os esforços da ONU para ajudar a oferecer segurança quando o governo pós-Taleban assumir o poder no Afeganistão em 22 de dezembro. Diplomatas ocidentais disseram que o governo britânico deve fazer um anúncio formal nesta sexta-feira."Precisamos de mais discussões por um dia ou dois" com os Estados Unidos e outros, afirmou o embaixador britânico na ONU, Jeremy Greenstock. "O importante é formar a coalizão e ter uma resposta razoável dos afegãos".O Conselho de Segurança da ONU deverá então aprovar uma resolução autorizando a força. Membros do conselho disseram que poderiam começar a considerar a questão amanhã, mas a votação só deve ocorrer no sábado ou na terça-feira. Segunda-feira é feriado na ONU.O enviado da ONU para o Afeganistão, Lakhdar Brahimi, que acabou de voltar de Cabul, oferecerá informações ao conselho nesta sexta-feira. Brahimi discutiu sobre a força de paz com o ministro do Exterior do governo interino, Abdullah Abdullah, esta semana em Cabul."Acho que estamos recebendo uma boa resposta sobre os princípios, mas haverá algumas discussões sobre os detalhes", disse Greenstock. "Eles querem que haja um pequeno contingente antes de 22 de dezembro".A força inicial deve contar com cerca de 1.000 soldados, mas poderá aumentar para até 5.000, dependendo do que os afegãos e Brahimi recomendarem, afirmaram diplomatas.O acordo mediado pela ONU estabelecendo um governo pós-Taleban autoriza a administração interina a governar o Afeganistão por seis meses e pede o envio de uma força de segurança multinacional, primeiramente para Cabul e depois talvez para outras áreas.A Grã-Bretanha planeja liderar a força multinacional na primeira fase que poderia durar meses - e então entregaria o comando para outra nação preferencialmente muçulmana.A atual força em consideração teria a participação de soldados britânicos e franceses e estaria em campo até 22 de dezembro, segundo os diplomatas.Leia o especial

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