AP Photo/Nasser Nasser
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Grafite na Cisjordânia ironiza muro que Trump prometeu erguer na fronteira com o México

No muro de concreto erguido por Israel ao redor de partes de Belém, situada na Cisjordânia ocupada, grafites gigantes de Trump deram aos aflitos palestinos algum alívio cômico

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 15h33

JERUSALÉM - O muro que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu construir na fronteira com o México pode ser uma tarefa difícil, mas ao menos ele deixou sua marca na barreira de segurança israelense que louvou como modelo.

No muro de concreto erguido por Israel ao redor de partes de Belém, situada na Cisjordânia ocupada, grafites gigantes de Trump deram aos aflitos palestinos algum alívio cômico.

"Construirei um irmão para você", diz o líder dos EUA ao muro na frase do grafite. Em outro, ele abraça um soldado israelense de uma torre de vigilância e se veem emoticons em forma de coração ao lado de manchas de tinta e de fuligem deixadas por manifestantes palestinos.

O artista, que usa o pseudônimo @LushSux e a mídia australiana disse ser de Melbourne, não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Na quinta-feira, o jornal Washington Post publicou a transcrição de uma conversa na qual Trump pressionou seu colega mexicano para que parasse de se opor publicamente a seu plano de fazer o México pagar por um muro de fronteira que ele diz ser necessário para conter a imigração ilegal rumo aos EUA.

"Sabe, você olha para Israel - Israel tem um muro e todos disseram não construam um muro, muros não funcionam - 99,9% das pessoas tentando cruzar aquele muro e não conseguem", disse Trump a Enrique Peña Nieto, de acordo com uma transcrição do telefonema de janeiro.

"Bibi Netanyahu me disse que o muro funciona", acrescentou, usando o apelido do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

O muro de Belém se tornou um símbolo da arte de protesto que expressa os temores palestinos de que a barreira de cerca e concreto da Cisjordânia seja uma ocupação de terra que pode lhes privar de um Estado. Os israelenses veem o projeto como uma defesa contra ataques palestinos. / REUTERS

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