Grampo contra terroristas nos EUA precisará de autorização

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos decidiu nesta quarta-feira permitir que uma corte secreta supervisione o programa de espionagem doméstica do governo. O monitoramento de ligações e e-mails realizados por cidadãos suspeitos de participar de organizações terroristas foi uma das políticas mais criticadas da administração Bush após o 11 de Setembro.Em uma carta aos líderes democratas na Comissão Judiciária do Senado, o secretário de Justiça, Alberto Gonzales, explicou que a partir de agora todos os pedidos para realização de grampos passará pela Tribunal de Inteligência e Vigilância para assuntos Exteriores .A administração Bush criou o programa secretamente após os ataques terroristas de setembro de 2001. A política permite o monitoramento de ligações internacionais e trocas de mensagens eletrônicas para ou a partir dos Estados Unidos por suspeitos de terrorismo.Defensores dos direitos civis e alguns legisladores diziam que o programa violava os direitos dos americanos, pois dispensava supervisão legal para barrar eventuais abusos. A carta de Gonzales explica que o Fisa já aprovou um pedido para o monitoramento das comunicações de uma pessoa que acredita-se ser membro da Al-Qaeda ou grupo associado. Neste caso, explica Gonzales, uma série mandados judiciais expedidos em 10 de janeiro aprovaram a interferência nas comunicações internacionais do suspeito. A Casa Branca aplaudiu a nova política, manifestando satisfação com o fato de o novo direcionamento do programa estar em acordo com suas preocupações em relação à segurança nacional. "O Tribunal de Inteligência e Vigilância para assuntos Exteriores unificou suas linhas mestras e regras em acordo com as preocupações da administração para que tenhamos agilidade em usar a inteligência para salvar vidas americanas", disse o secretário de Imprensa da Casa Branca, Tony Snow.

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