EFE/EPA/STR
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Granada explode perto de palácio presidencial da Indonésia e fere dois militares

Polícia investiga se incidente foi resultado de um ataque sectário

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2019 | 02h19

Uma explosão de uma granada de fumaça em um parque perto do palácio presidencial da Indonésia, no coração da capital, feriu pelo menos dois militares, informou o chefe de polícia de Jacarta nesta terça-feira, 3.  O presidente Joko Widodo não estava no palácio no momento da explosão, disse um porta-voz presidencial.

Não ficou claro imediatamente se a explosão foi resultado de um ataque sectário, mas a Indonésia, o país de maioria muçulmana mais populoso do mundo, sofreu um ressurgimento da militância local nos últimos anos.

A explosão, que aconteceu às 7h15 no horário local, no lado norte do parque, foi causada por uma granada de fumaça, disse o chefe da polícia de Jacarta, Gatot Eddy Pramono, em entrevista coletiva na televisão.

 Feriu dois militares que estavam lá para se exercitar, disse o chefe militar de Jacarta, Eko Margiyono, acrescentando que as vítimas foram levadas ao hospital e estavam conscientes.

"Uma granada de fumaça foi encontrada e estamos investigando por que ela estava lá", disse Margiyono, em comentários que visavam tranquilizar o público e descreviam o incidente "como não tão extraordinário".

Questionado se a explosão foi resultado de um ataque, Pramono respondeu: "Ainda não concluímos, porque ainda estamos investigando". Em três horas, as autoridades reabriram a área do parque onde ocorreu a explosão, do outro lado da rua da sede do Ministério do Interior da Indonésia.

No mês passado, seis pessoas ficaram feridas depois que um estudante universitário de 24 anos se explodiu do lado de fora da sede da polícia na cidade indonésia de Medan. O ataque estava ligado ao Jamaah Ansharut Daulah (JAD), inspirado pelo Estado Islâmico, responsável por uma série de ataques em todo o país.

Em outubro, um suposto islamita esfaqueou e feriu o ex-ministro da Segurança Wiranto em uma função de abrir um prédio universitário. Wiranto, que usa apenas um nome, como muitos indonésios, precisou ser operado, mas deixou o hospital desde então. / Reuters

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