Granda recebeu oferta de suborno para acusar Chávez

Agentes colombianos ofereceram passaportes e dinheiro ao ´chanceler´ das Farc

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

O guerrilheiro Rodrigo Granda, conhecido como o "chanceler" das Farc, revelou nesta quinta-feira, 14, que em 2004, quando foi preso na Venezuela, recebeu uma oferta de dinheiro e passaporte em troca de apontar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, como seu protetor. "Quando me trouxeram à Colômbia, a polícia e pessoal que devia ser enviado pelo governo do presidente Uribe me ofereceram dinheiro e passaportes para que eu fosse a algum país com minha família, mas a condição era que eu devia apontar Hugo Chávez como meu protetor na Venezuela", disse o insurgente. Granda, libertado no dia 4 de junho pelo presidente colombiano, Alvaro Uribe, permanece em Bogotá. O guerrilheiro declarou à emissora La FM que sua saída da prisão "foi à força". O guerrilheiro, um dos delegados internacionais das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, foi preso em 2005 na Venezuela, onde assistia um fórum de esquerda. Sua captura foi classificada como "seqüestro" pelo governo venezuelano e ocasionou uma crise diplomática entre as duas nações. Também pediram a Granda "que entregasse um membro do secretariado (comando) das Farc, em especial o comandante Raúl Reyes", que não aceitou o pedido. Reyes foi comparado nesta quinta por Uribe a Adolf Hitler, em discurso, alegando que a mídia dá importância demais a suas declarações. Granda foi libertado por Uribe para ser um "gestor de paz" e intermediar a troca humanitária que o presidente pretende, soltando guerrilheiros em troca de 56 reféns, incluindo a ex-candidata a presidente, Ingrid Betancourt, em cativeiro a cinco anos.

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