Grande, bem armado e treinado, Isil tem alto poder de fogo

CENÁRIO: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2014 | 02h05

Os 10 mil, talvez 15 mil milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil, na sigla em inglês), não são a horda desorganizada dos insurgentes da Líbia ou do início da luta na Síria. Eles têm treinamento, ordem e agem sob consistente planejamento. Mais do que isso, o Isil avança bem armado. Usa canhões russos de tiro rápido Shipunov 2A42, de 30 milímetros. Boa parte desse equipamento está montado em veículos utilitários comerciais - mas assentados sobre giroscópios destinados a estabilizar a plataforma. Na região, o Exército da Síria é o único usuário regular dessa arma.

Observadores ocidentais destacam também a organização do Isil em grupos de 240 militantes divididos em 20 grupos de 12 combatentes - um modelo muito parecido com o adotado pelas forças modulares dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. A equipe tem um líder. Os 11 homens do time avançam em ondas de fogo produzido por fuzis AK-47, lançadores de granada de 40mm, morteiros de 60mm e foguetes leves do tipo RPG-7, antiblindagem.

Essas capacidades são creditadas pela agência americana de inteligência da Defesa, em análise de outubro de 2013, ao chefe da facção, Abu Bakr al-Baghdadi. Aos 43 anos, o ex-professor de História e Geografia é violento, cruel e eficiente. É visto abertamente na frente de batalha, adota altos padrões militares nas operações que comanda, e parece não temer um provável encontro com o destino por um drone americano de busca e aniquilação.

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