Instagran/La Vague d'Or
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Grandes chefs franceses homenageiam médicos com jantares especiais

Nomes consagrados com as três estrelas do Guia Michelin realizam ação e oferecem um menu no valor de 200 euros

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2020 | 03h00

PARIS - O chef francês com três estrelas do Guia Michelin, Arnaud Donckele, vai homenagear um médico clínico em seu restaurante em Saint-Tropez, no sul da França, assim como estão fazendo dezenas de seus colegas engajados na campanha “Para que não os esqueçamos", em um momento em que a epidemia do coronavírus está recuando na França.

Cerca de 30 chefs franceses, incluindo outros premiados com três estrelas Michelin, como Yannick Alleno, Guy Savoy, Emmanuel Renaut, Georges Blanc, Laurent Petit e Chistophe Bacquié, participam dessa operação.

A iniciativa, que busca oferecer pratos de restaurantes requintados para médicos e funcionários de hospitais que tiveram contato direto com a covid-19 na França, foi lançada na segunda-feira 8 com a intenção de durar até o final do ano, com o apoio do Guia Michelin e da gigante de luxo LVMH.

Um menu de três estrelas de 210 euros será oferecido aos hóspedes a partir do final de junho. O cardápio inclui entradas feitas com 27 legumes de produtores locais, capturas do dia, cordeiro, amoras, sobremesa e vinho.

Cerca de 500 mesas já estão disponíveis e “100 membros da equipe médica e hospitalar enviaram e-mails em apenas uma hora”, aceitando o convite, disse a humorista francesa Anne Roumanoff, que dirige a Associação Solidariedade com a Equipe Médica, que será responsável pela alocação de refeições.

A ideia é encontrar uma fórmula para “agradecer à equipe médica” de forma contínua, diz Donckele, também intitulado “Chef do Ano 2020” pelo guia Gault & Millau, e cujo restaurante La Vague d'Or, em Saint-Tropez, tem data de abertura prevista para o dia 18.

Na França, durante a pandemia e o confinamento, os proprietários e gerentes de restaurantes levaram refeições diretamente para os funcionários da Saúde que trabalham em hospitais. / AFP

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