Oli SCARFF / AFP
Oli SCARFF / AFP

Granizo, inundações e mortes: Tempestade Ciara causa destruição na Europa

Desde o domingo, 9, temporal já causou pelo menos seis mortes e afetou o setor de transportes, com o cancelamento de voos e trens, e interrompeu o abastecimento de gás e energia

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2020 | 13h22

SÃO PAULO - Inundações na Inglaterra, granizo na Hungria e incêndio no Mediterrâneo. A passagem da tempestade Ciara pela Europa deixou um rastro de destruição e mortes em diversos países desde o último domingo, 9. Com rajadas de vento que alcançaram mais de 130 km/h, a tempestade segue se deslocando para o leste.

Até a segunda-feira, 10, seis mortes haviam sido registradas em cinco países. Na Polônia, uma mulher e a filha morreram após serem atingidas por destroços de um telhado arrancado pelo vento. Na Suécia, um navegador morreu e outro está desaparecido depois de caírem do barco em meio a tormenta.

Na República Checa, Inglaterra e Eslovênia, pessoas morreram após incidentes envolvendo a queda de árvores sobre veículos.

A tempestade também provocou diferentes tipos de dano pelos países que percorreu. No Reino Unido, um dos locais mais afetados, cidades inteiras foram inundadas. Voos foram cancelados e regiões ficaram sem abastecimento de gás e energia.

Na ilha francesa da Córsega, um incêndio florestal começou durante a passagem dos fortes ventos da Ciara, que ajudaram a espalhar o fogo. Enquanto isso, na Hungria, uma chuva de granizo atingiu a cidade de Gadoros.

Em Frankfourt, na Alemanha, um guindaste cedeu com a força dos ventos e danificou o teto da catedral da cidade.

Quase todos os países cortados pela tempestade tiveram cortes no fornecimento de gás e energia, cancelamento ou adiamento de voos e, no caso das localidades costeiras, alertas para evitar a zona litorânea.

Até mesmo as linhas de trem operaram apenas com os serviços essenciais.

A força da tempestade também gerou um fato curioso. Pelo menos três voos entre Nova York e Londres com vento de cauda completaram a rota em menos de cinco horas, um recorde para aeronaves normais.

/ Com informações de agências internacionais

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