Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

''Granma'' saúda ''apoio do Brasil'' ao regime

Para o governo cubano, as denúncias sobre os presos políticos da ilha, que começaram a ganhar repercussão com a morte de Orlando Zapata, após 85 dias de greve de fome, são uma "campanha midiática contra Cuba", como expôs o jornal oficial Granma na sexta-feira. Logo na primeira página, uma matéria cita o "apoio do Brasil à ilha".

Ruth Costas, HAVANA, O Estadao de S.Paulo

21 de março de 2010 | 00h00

"Deputados do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba e representantes de organizações sociais, juvenis e populares dessa nação sul-americana rechaçaram ontem (quinta-feira) a atual campanha midiática contra Cuba", diz o Granma, citando uma manifestação em Brasília, na frente da embaixada cubana, a amizade de Frei Beto e uma moção de apoio à ilha elaborada pelas deputadas Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) e Jô Moraes (PC do B- MG) e assinada por "dezenas de legisladores brasileiros".

A morte de Zapata, em fevereiro, e os 22 dias de greve de fome do jornalista Guillermo Fariñas para pedir a libertação dos presos políticos cubanos provocou consternação em muitos países.

Mas boa parte da América Latina manteve-se em silêncio.

Em Havana, o governo procurou ofuscar a polêmica com uma série de atos lembrando o drama dos "cinco heróis da revolução". Trata-se de cinco cubanos que foram viver em Miami e acabaram presos no fim dos anos 90, acusados de espionagem.

Dois foram condenados à prisão perpétua. Seu objetivo era infiltrar-se entre a "máfia de exilados em Miami" para deter os ataques a Cuba. Por isso os cubanos os consideram presos políticos. E não admitem que os EUA possam pedir a Havana que solte os presos políticos da ilha, se não estão dispostos a fazer o mesmo.

A onda repressiva de 2003, que resultou na prisão de 75 dissidentes, também está relacionada com a disputa com os EUA. Na época, o governo cubano alegou que opositores estariam sendo patrocinados pelo novo chefe do Escritório de Interesses Americanos, James Cason, que, de fato, convidava com frequência opositores para passar por seu escritório.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.