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Gravação atribuída ao líder da Al Qaeda ataca xiitas

Uma fita de áudio divulgada nesta sexta-feira e atribuída ao líder da organização terrorista Al Qaeda no Iraque, Abu Musab Al-Zarqawi, pede aos sunitas do país que rejeitem qualquer reconciliação com os xiitas."Já basta dos que exortam a deixar o sectarismo e buscam a união nacional", disse, em alusão aos xiitas, a voz atribuída a Al-Zarqawi na gravação divulgada pela rede de televisão catariana "Al Jazira".Além disso, as declarações que supostamente são de Al-Zarqawi atacam o líder máximo religioso xiita do Iraque, o aiatolá Mohammed Sistani, qualificando-o de "líder da impiedade e do ateísmo".Segundo a fita, os seguidores desse clérigo têm mais interesse em honrar seus santos patrões do que em protestar contra as charges que ofendem o profeta Maomé, que foram divulgadas na imprensa dinamarquesa e de outros países europeus.Por outra parte, a voz atribuída a Al-Zarqawi acusa os grupos xiitas e as forças de segurança do Governo iraquiano de serem responsáveis por muitos ataques contra o sunitas e seus lugares de culto.Também diz que os próprios xiitas foram os responsáveis pelo atentado que destruiu uma cúpula do santuário xiita da cidade de Samarra, ao norte de Bagdá, em fevereiro passado, e por outros ataques similares, que desataram a onda de violência sectária no Iraque.Na fita, que dura aproximadamente quatro horas, a voz atribuída a Al-Zarqawi lembra "a hostilidade dos xiitas em relação ao Islã", além de lançar duras críticas ao líder da milícia xiita iraquiana - Exército Mehdi, Muqtada Sadr, por ter deixado de lutar contra as tropas americanas após as rebeliões de 2004.HisboláAlém disso, lança um inflamado ataque ao grupo radical xiita libanês Hisbolá, ao sustentar que "chegou a ser uma cobertura para prevenir o exército sionista (israelense) dos ataques dos mujahedin (guerreiros santos) no Líbano"."O Hisbolá defende falsos emblemas sobre a libertação da Palestina enquanto, na realidade, constitui uma cerca de segurança que não permite aos sunitas ultrapassar os limites (com Israel)."Segundo as declarações divulgadas pela "Al Jazira", a libertação dos territórios palestinos promovida pela milícia xiita não é mais que "uma falácia, como os mortos de ambas partes" nos combates entre Hisbolá e Israel."Seu número (de baixas) é muito reduzido, trata-se de denúncias expiatórias que (o Hisbolá) sacrifica por seus interesses", disse Al-Zarqawi, que acrescentou que o Hisbolá "chegou a ser um Estado independente dentro do Líbano".

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