Gravações mostram angústia de quem ficou preso no WTC em 11/9

O medo, o desespero e a incerteza sobre o que estava ocorrendo. As gravações das ligações para o serviço de emergências após o atentado terrorista ao World Trade Center, em 11 de Setembro, ajudam a desvendar um pouco do que se passou no interior das torres gêmeas após os ataques. A cidade de Nova York divulgou nesta sexta-feira gravações de parte das ligações para o 911, telefone de emergências dos EUA. Apenas os operadores do serviço podem ser ouvidos. A liberação ocorreu graças a um pedido feito pelo jornal The New York Times em 25 de janeiro de 2002. Nas ligações, pode-se ouvir os operadores pedindo calma e orientando as pessoas a permaneceram onde estavam, ordem padrão em incêndios de grandes proporções. Somente em dois dos 130 pedidos de socorro houve uma orientação para as pessoas deixarem os prédios, apesar de existirem ordens expressas para remoção do local de bombeiros e policiais após a primeira explosão. Os desesperados pedidos eram transferidos para diferentes órgãos da prefeitura, como os bombeiros, a polícia ou o serviço médico. Há registros, por exemplo, da surpresa de um atendente, dois minutos depois da primeira aeronave atingir o World Trade Center. O ataque terrorista foi inicialmente confundido com uma explosão pelo funcionário. Em outros depoimentos, pode-se deduzir o pavor das vítimas pela resistência em seguir as orientações dadas por telefone. "Você deve se acalmar para conseguir respirar", pede um atendente.

Agencia Estado,

31 Março 2006 | 20h41

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