Gravações secretas de Nixon são liberadas

A parcela final de gravações secretas de telefonemas e reuniões na Casa Branca feitas pelo presidente Richard Nixon foi liberada nesta quarta-feira. A divulgação marca a etapa final de uma campanha para o acesso público a documentos que contém as memórias do escândalo do Watergate.

AE, Agência Estado

21 de agosto de 2013 | 16h56

As gravações, liberadas pela Administração do Arquivo Nacional, são o registro de três mil horas entre fevereiro de 1971 e julho de 1973. Essa parcela final de gravações cobre os tumultuados três meses em que o escândalo político do Watergate obrigou Nixon a renunciar à presidência dos EUA.

As gravações mostram que Nixon conversou com os soviéticos sobre paz e que também descongelou as relações com a China.

Nixon encontrou-se com o líder soviético, Leonid Brezhnev, em junho de 1973, única reunião já gravada pelo sistema de gravação presidencial dos EUA. A reunião ocorreu após a visita de Nixon ao Kremlin um ano antes e foi a primeira tentativa dos EUA de manter discussões de paz com os soviéticos em seis anos.

A divulgação de hoje promete ser reveladora, com conversas entre Nixon e o diplomata Henry Kissinger, três futuros presidentes, e o ex-jogador de futebol Pelé.

Sob a ameaça de impeachment e uma possível acusação criminal, Nixon renunciou em 9 de agosto de 1974, pouco mais de um ano após o término das gravações.

"Está é realmente uma grande liberação em volume e importância por causa do período que ela cobre", afirmou Luke Nichter da Texas A&M University, que administra um website que cataloga gravações secretas de Nixon. "Foi o final das gravações e realmente o começo de Watergate."

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