Thanassis Stavrakis/AP
Thanassis Stavrakis/AP

Grécia deve permanecer na zona do euro, diz Antonis Samaras

Para líder do partido conservador Nova Democracia, atitude provocaria uma 'catástrofe certa e imediata'

AE, Agência Estado

09 Maio 2012 | 10h37

ATENAS - O líder do partido conservador grego Nova Democracia, Antonis Samaras, criticou nesta quarta-feira uma proposta da extrema esquerda de que a Grécia abandone seus acordos de ajuda internacional. Para Samaras, a atitude provocaria uma "catástrofe certa e imediata".

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O Novo Democracia ficou em primeiro lugar nas eleições parlamentares de domingo, mas Samaris já desistiu da difícil tarefa de tentar formar um governo de coalizão, transferindo o desafio para Alexis Tsipras, líder do partido dos esquerdistas radicais.

Samaras e Tsipras se reunirão hoje para discutir a possibilidade de um governo de união, depois de nenhum partido ter conquistado maioria parlamentar na eleição do fim de semana. Caso não haja acordo, a Grécia terá de convocar novas eleições.

Tsipras defendeu ontem que a Grécia descumpra os compromissos de austeridade feitos com a troica - formada pela União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) - para obter pacotes de ajuda, argumentando que o impacto financeiro sobre os gregos comuns tem sido alto demais. Segundo ele, o fato de os dois principais partidos do país - o Novo Democracia e o socialista Pasok - terem perdido no domingo boa parte de seu apoio e de legendas menores da esquerda e direita terem conquistado a simpatia dos eleitores significa que o auxílio financeiro já não conta mais com apoio popular.

A proposta de Tsipras foi feita em meio a comentários de líderes da União Europeia (UE) sobre a importância de se manter a disciplina fiscal e provocou forte queda da bolsa de valores grega.

Samaras enfatizou hoje a importância de a Grécia permanecer na zona do euro. Embora defenda a renegociação dos termos da ajuda financeira, o líder conservador afirma que o abandono total do acordo seria desastroso. "Condenar o acordo, como propõe (Tsipras), causará um colapso interno imediato e falência internacional, com a inevitável saída da" zona do euro, disse.

O partido de Samaras controla 108 das 300 cadeiras do Parlamento e o de Tsipras conquistou 52 assentos no domingo.

As informações são da Associated Press.

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