Grécia dissolve parlamento formado há menos de 2 dias

O presidente grego Karolos Papoulias dissolveu, neste sábado, o Parlamento que foi formado há menos de dois dias, o que abre caminho para as novas eleições de 17 de junho, que está se moldando como uma espécie de escolha sobre a continuidade do país na zona do euro.

AE, Agência Estado

19 Maio 2012 | 14h59

"Nós convocamos os eleitores a escolherem os congressistas no dia 17 de junho e reuniremos o Parlamento que resultar da eleição no dia 28 de junho", afirmou o decreto presidencial que dissolveu o Parlamento formado. Mantendo a tradição, o decreto foi colocado formalmente na entrada do Parlamento grego.

Os líderes partidários fracassaram em forjar uma coalizão multipartidária após a recente eleição gerar um Parlamento altamente fragmentado, o que levou à designação do juiz Panagioti Pikrammenos como primeiro-ministro. Um governo provisório foi juramentado na quinta-feira, criando um gabinete tecnocrático. O Parlamento se reuniu por apenas duas sessões com o único propósito de conduzir as novas eleições.

Uma pesquisa de opinião divulgada ontem na Grécia mostrou que o partido conservador Nova Democracia pode vencer a nova eleição que será realizada no país. De acordo com a sondagem do instituto Marc, divulgada ontem, o Nova Democracia receberia 26,1% dos votos, nível bem superior à marca de 18,9% que o partido alcançou na primeira votação. O número leva em conta apenas os votos válidos. Já o partido Coalizão de Esquerda Radical (Syriza) receberia 23,7% dos votos, de 16,8% obtidos na eleição de 6 de maio. O apoio ao Partido Socialista (Pasok) também subiu um pouco, para 14,9%, de 13,2%. E o Esquerda Democrática conquistaria 6,3% dos eleitores, de 6,1%.

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