Grécia e troica devem retomar negociações

As negociações entre Grécia e inspetores da troica - formada por Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE) - fizeram progresso neste sábado, mas ainda não se chegou a nenhum acordo e as conversas serão retomadas na próxima semana, revelaram duas autoridades sênior do Ministério de Finanças.

Agência Estado

06 de outubro de 2012 | 10h33

Os inspetores deixarão Atenas neste domingo para participar de uma reunião de ministros de Finanças da zona do euro em Luxemburgo na segunda-feira, acrescentaram as fontes. "Houve progresso em todas as frentes, fiscal e estrutural", disse uma delas a repórteres depois de mais de três horas de conversações na capital grega. "O trabalho continuará na próxima semana."

A Grécia negocia com a troica desde o começo de setembro um plano de austeridade de dois anos no valor de 13,5 bilhões de euros (US$ 17,6 bilhões). Os inspetores contestam alguns elementos do programa e querem que a Grécia faça mais cortes de gastos do que o governo grego planeja no ano que vem.

Um acordo sobre tais medidas de austeridade, bem como outras reformas estruturais, são a precondição para que a Grécia receba a próxima tranche de ajuda prometida por credores europeus e internacionais sob os termos do último resgate de 173 bilhões de euros.

Mas, enquanto as negociações se arrastam, ultrapassando o prazo do início do mês, a esperança de garantir a ajuda até a cúpula da UE em 18 de outubro - quando os líderes europeus devem assinar mais uma parcela do resgate - agora parece vaga.

Apesar disso, uma segunda autoridade do Ministério de Finanças disse que a Grécia espera que os representantes de assuntos monetários do FMI, do BCE e da Comissão Europeia - que estarão presentes na reunião de segunda-feira - darão uma avaliação positiva sobre as conversas até agora. "Tem havido um bom progresso e uma convergência de visões", afirmou. "O que tentaremos na reunião do Eurogrupo é um comunicado positivo...um comunicado de que foi feito progresso."

Diante de uma possível crise de liquidez até o fim de novembro, o governo grego quer garantir que a próxima tranche de 31 bilhões de euros, apesar dos atrasos, chegue a tempo e antes do país ficar sem dinheiro. "Nós não fechamos um acordo ainda, mas estamos chegando perto", disse a autoridade. "Nós esperamos que a parcela seja desembolsada em novembro." As informações são da Dow Jones.

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