Grécia: greve geral contra cortes paralisa o país

Milhões de trabalhadores entraram em greve nesta terça-feira e paralisaram os transportes, comércio, escolas e várias atividades na Grécia, contra as novas medidas de austeridade de 13,5 bilhões que o Parlamento grego deverá votar na quarta-feira. A greve geral terá duração de 48 horas e o auge dos protestos está previsto para amanhã, mas nesta terça-feira pelo menos 35 mil pessoas protestaram em Atenas e outras 20 mil em Salonica, segunda maior cidade do país. Os trens pararam em praticamente toda a Grécia.

AE, Agência Estado

06 de novembro de 2012 | 17h21

A implementação das novas medidas de austeridade é uma exigência feita pelos credores internacionais da Grécia para a liberação de mais ajuda financeira ao país, uma tranche de 31,5 bilhões de euros, sem a qual a Grécia entrará em moratória em meados deste mês. Médicos, dentistas, jornalistas e advogados também entraram em greve nesta terça-feira.

Funcionários públicos dos ônibus da capital grega, além de taxistas e operadores de metrô e trens, aderiram ao movimento e o tráfego aéreo também foi prejudicado, com muitos voos cancelados após controladores do setor se recusarem a trabalhar. Além disso, navios que conectam as ilhas gregas permaneceram atracados nos cais.

O pacote de austeridade, submetido ao Parlamento ontem à noite, inclui medidas como a elevação da idade de aposentadoria para 67 anos, além de cortes de 5% a 15% em pensões que ultrapassem 1.000 mil euros (US$ 1.280) por mês. Também estão previstas reduções salariais para acadêmicos, médicos, juízes, diplomatas e membros da Forças Armadas e a diminuição dos recursos para a saúde pública.

Numa sessão de emergência marcada para amanhã, os parlamentares gregos vão votar o projeto de austeridade de 1.500 páginas, que propõe 13,5 bilhões de euros em novos cortes nos gastos do governo e outras reformas. A adoção do plano é uma precondição para a Grécia garantir a liberação de uma tranche de 31,5 bilhões de euros de seu pacote de resgate, concedido pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE). Sem o empréstimo, a Grécia poderá ficar inadimplente em meados deste mês.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.