Grécia vota em teste de confiança para o governo

Eleitores gregos caminham para as urnas neste domingo pela segunda vez em uma semana, numa eleição local e também do Parlamento Europeu. O processo é visto como um crucial teste de confiança para o governo do primeiro-ministro Antonis Samaras.

Agência Estado

25 Maio 2014 | 09h53

Junto com a decisão de quem deve preencher os 21 assentos da Grécia no Parlamento Europeu, o país também promove o segundo turno de eleições locais, as quais podem determinar por quanto tempo mais o governo de coalizão terá o controle.

Embora os resultados não alterem a pequena maioria na legislatura grega, eles serão simbólicos para ambos os partidos formando a coalizão do governo: os conservadores da Nova Democracia e os socialistas do Movimento Socialista pan-helênico (Pasok). Em jogo está a dúvida de se os dois principais partidos vão receber apoio ou reprovação dos eleitores.

"Hoje é um dia para a democracia, um dia para a unidade e para manter o país erguido, para levar a Grécia a frente", disse Samaras ao depositar seu voto em uma estação de votação no sudoeste da Grécia.

Os resultados na Grécia podem, em última instância, definir se o país mantém sua agenda atual ou se mergulha em incerteza política. Analistas acreditam que eleições antecipadas poderiam ser convocadas por Samaras se o seu partido perder votos para o oposicionista radical de esquerda Syriza ou se o aliado Pasok tiver seus já baixos índices de votação caindo ainda mais.

As últimas pesquisas mostram o Syriza a frente da Nova Democracia, de Samaras, por uma diferença de um a quatro pontos porcentuais. O Pasok aparece com cerca de 5% dos votos.

"Se a diferença neste domingo for maior do que quatro pontos porcentuais a favor do Syriza, isso pode ser um problema para Samaras porque o colocaria contra a parede", diz Aristides Hatzis, professor de Direito e Economia na Universidade de Atenas.

Esta é a primeira vez que os gregos foram chamados às urnas desde que o governo dos dois partidos aliados chegou ao poder dois anos atrás, no auge da crise de dívida do país. A Grécia está em seu sétimo ano de recessão e mais de um quarto de sua força de trabalho permanece desempregada enquanto o país luta para implementar medidas de austeridade em troca de empréstimos internacionais. Fonte: Dow Jones Newswires.

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