Greenpeace acha executivo indiciado por morte de milhares na Índia

O ex-presidente da empresa norte-americana Union Carbide, Warren Anderson, acusado pela morte de milhares de pessoas na Índia, vítimas de um escapamento de gás tóxico, foi encontrado num centro de veraneio nos arredores de Nova York, informou o grupo ambientalista Greenpeace. Na quarta-feira, uma corte da Índia pediu ao Escritório Central de Investigações indiano que inicie os trâmites para a extradição de Anderson. Ele poderá ser condenado a até 20 anos de prisão na Índia se for considerado culpado por homicídio sem premeditação pela perda de gás que causou milhares de mortes em 1984. A corte rejeitou um pedido da promotoria de reduzir a acusação para "dano por negligência", que leva a uma pena de dois anos. Anderson vem se negando a comparecer perante os tribunais indianos desde que se iniciou o julgamento em 1992. O Greenpeace visitou Anderson na casa de Bridgehampton, a cerca de 130 km a leste de Nova York. O ex-executivo se negou a fazer comentários sobre o desastre. Um escapamento do gás isocianato de metilo da planta da Union Carbide na cidade indiana de Bhopal, capital do estado de Madhya Pradesh, matou 4.000 pessoas em poucas horas em 2 de dezembro de 1984. Milhares de mortes de contaminados pelo gás ocorreram nos meses seguintes.

Agencia Estado,

30 Agosto 2002 | 15h36

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