Greenpeace encontra 226 substâncias tóxicas em parque industrial chinês

ONG diz que o maior produtor de químicos do planeta tem "gestão negligente"

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2017 | 04h22

PEQUIM - A organização Greenpeace revelou nesta quinta-feira, 25, ter encontrado 226 substâncias contaminantes em amostras de águas, ar e solo nos arredores de um conhecido parque industrial químico na província de Jiangsu, leste da China, que conta com mais de 200 sanções por desrespeitar normas ambientais.

"O parque industrial de Lianyungang está demonstrando uma negligência impactante em termos de segurança", assegurou na quinta em um comunicado Cheng Qian, diretor da campanha de tóxicos do Greenpeace para a região do Leste Asiático.

"Os trabalhadores, a saúde pública e o meio ambiente estão em sério risco por danos químicos". O Greenpeace afirmou que as substâncias são "ilegais" tanto na legislação local como na internacional. 

A investigação revelou que entre as substâncias nocivas havia "até 16 agentes cancerígenos para o ser humano", em especial metais prejudiciais para a saúde.

Os resultados do trabalho são "sintomáticos de um problema muito maior de gestão negligente da indústria química na China", a maior do mundo e também a que mais cresce mundialmente. Cheng afirmou que as autoridades do país devem insistir para que as empresas mudem seu comportamento. 

Greenpeace afirmou que a planta de Lianyungang recebeu, desde sua abertura, mais de 200 multas, tanto das autoridades provinciais como municipais por descumprir normas ambientais.

A indústria química chinesa registrou em 2016 volume de negócio de US$ 1,3 trilhão de dólares, com 25 mil companhias no mercado, das quais 18 mil produzem "químicos prejudiciais", segundo o Greenpeace. / EFE

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