Greve afeta aeroporto, trens e serviço público na França

Trabalhadores franceses lançaram hoje uma nova onda de greves nacionais. Eles exigem que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, empenhe-se mais para prevenir os impactos da atual crise financeira internacional sobre o país. O tráfego ferroviário foi afetado em praticamente toda a França, apesar de os trens de alta velocidade que levam passageiros a outros países europeus não estarem sofrendo atrasos. No Aeroporto de Orly, o segundo maior de Paris, um terço dos voos de média distância foram afetados por atrasos. Os voos de longa distância não foram afetados. O metrô da capital francesa parecia menos cheio hoje pelo fato de muita gente ter ficado em casa. As escolas, os hospitais, os serviços postais e o transporte público de Paris também foram afetados porque muitos professores, médicos e carteiros aderiram à paralisação.

AE-AP, Agencia Estado

19 de março de 2009 | 09h38

Apesar da queda nos índices de popularidade, Sarkozy parece enfrentar menos pressão política do que outros líderes europeus e goza de maioria confortável no Parlamento. As greves realizadas hoje e em janeiro não afetaram seriamente a economia nem desencadearam protestos sociais, ao contrário das paralisações de meados da década passada.

Em Paris, a polícia local abriu duas rotas para os protestos dos grevistas, previstos para começarem à tarde. Os sindicatos convocaram trabalhadores dos setores público e privado para a paralisação. Uma greve realizada no fim de janeiro colocou entre 1 milhão e 2,5 milhões de pessoas nas ruas da capital francesa, segundo diferentes estimativas. Semanas depois, Sarkozy anunciou medidas para ajudar pessoas afetadas pela crise financeira, inclusive bônus especiais aos necessitados.

Os sindicatos exigem mais negociações e mais medidas para auxiliar os franceses afetados pela crise. Ontem, Sarkozy disse a seus ministros durante uma reunião que "compreende os temores dos franceses", mas disse que não pretende anunciar nenhuma medida adicional. De acordo com a poderosa organização sindical CGT, mais de 200 passeatas estão previstas para hoje em diversas partes da França.

Tudo o que sabemos sobre:
Françagreve

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.