Greve de 24 horas paralisa a imprensa grega

A imprensa da Grécia está paralisada nesta segunda-feira, com os jornalistas em greve de 24 horas em protesto contra cortes de empregos e salários gerados pela crise financeira e pela recessão no país. Boletins de notícias não estão sendo apresentados nas emissoras de televisão e rádio, a principal agência de notícias, a ANA, parou de publicar informações e importantes sites jornalísticos estão sem atualização.

AE, Agência Estado

28 Maio 2012 | 10h09

A greve foi determinada por poderosos sindicatos trabalhistas que têm o poder de punir os jornalistas que não participarem da paralisação, o que torna a greve compulsória. Na moção de greve dos jornalistas, a associação de sindicatos pediu novos acordos de barganha coletiva e medidas para proteger empregos em um momento de demissões em massa.

Mais de 4 mil empregos foram eliminados do setor desde que a pior crise de dívida da Grécia começou, em 2010, e alguns salários foram reduzidos de 20% a 30%. O setor jornalístico grego cresceu rapidamente a partir de 1990, impulsionado pelo crédito fácil, pela falta de regulamentação e por apoio político.

Três jornais foram fechados nos últimos dois anos, incluindo uma versão diária do maior jornal de esquerda, o To Vima, que agora é publicado apenas aos domingos, além do jornal Eleftherotypia e do canal de TV Alter. As informações são da Dow Jones.

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