Greve de fome contra Evo na Constituinte já reúne 200

Iniciada há 13 dias, a greve de fome contra o presidente da Bolívia, Evo Morales, já reúne cerca de 200 pessoas que reivindicam o respeito à legalidade vigente na aprovação da nova Constituição, informou o partido União Nacional (UN). O protesto, iniciado no último dia 15 por sete constituintes da assembléia do UN, conseguiu adeptos até se transformar em um "movimento cidadão", afirmou o grevista e líder do partido, Samuel Doria Medina. Tanto o UN como os demais partidos de oposição rejeitam que a maioria governista na Assembléia Constituinte aprove os artigos da nova Carta Magna pela metade mais um dos votos, em vez dos dois terços necessários pela norma vigente e a lei de convocação do fórum avalizada pelo próprio Morales. Essa decisão de Morales e seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), também fez com que todos os legisladores da oposição se retirassem do Congresso, suspendendo assim as sessões da casa. O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, declarou no domingo à estatal Agência Boliviana de Informação (ABI) que a pressão da oposição "visa o fracasso da Assembléia Constituinte". "Em geral, a cultura política da direita foi a conspiração, portanto não é de estranhar que esta cultura esteja sendo usada agora", afirmou Quintana. Por seu lado, Doria Medina assegurou que a oposição espera "com paciência" o início da semana para "salvar a Assembléia".

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